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Culpa
da polícia
O polêmico
presidente do Supremo Tribunal Federal,
ministro Marco Aurélio de Mello, responsabiliza
a ineficácia das polícias como principal
motivo do fracasso no combate à criminalidade.
E o ministro recebeu o aplauso de setores
da população que, diferentemente de tempos
passados, teme o envolvimento da polícia
nas ações do crime organizado. Recentemente,
o Dr.Maurílio Pinto apontou alguns policiais
do Rio Grande do Norte como membros do esquadrão
da morte, mostrando que por aqui também
acontece o mesmo.
A governadora
Rosinha Mateus, do Rio de Janeiro, pediu
ajuda ao Exército para combater o narcotráfico
na cidade do Rio. Houve resistência generalizada,
por se entender não ser essa a função do
Exército, que também não está preparado
para esse tipo de combate. De positivo,
ficou o encaminhamento de estratégias, tendo
o governo federal como principal financiador,
de projetos que venham a interligar as polícias,
nos seus diferentes níveis. Mesmo assim,
não se sabe quando o projeto será verdadeiramente
executado. A polícia do Rio fez um levantamento
para saber alguns detalhes da vida dos policiais.
Como desestímulo, a questão salarial ficou
em primeiro lugar. Quanto ganha um soldado?
O que está na linha de frente tem o mesmo
salário do que sobe o morro para enfrentar
os marginais? Qual a origem social de cada
um? Houve alguma ligação anterior com os
fora da lei? Qual o treinamento recebido
para exercer a função? Na verdade, não são
tão simples assim os problemas, que envolvem
muitas e muitas outras questões.
No Rio
Grande do Norte, a administração anterior
investiu maciçamente no aparelho policial.
Ampliou, em muito, o seu efetivo. Adquiriu
veículos para todos os municípios, quando
só as polícias de Natal e Mossoró tinham
transporte, e não recebiam verbas para a
aquisição do combustível. Comprou armamentos
e outros equipamentos. Fez convênios com
a Paraíba e o Ceará, para o patrulhamento
das fronteiras. Até um helicóptero foi comprado,
embora não se saiba se ele está servindo
às funções para as quais foi programado.
Sabe-se
que a violência tem aumentando, e muito,
em todo o Estado. Para surpresa de todos,
a governadora diminuiu, em até 65% ,os recursos
destinados à segurança pública. As delegacias
estão com os telefones cortados e os transportes
abandonados. A estrutura, como um todo vai
sendo sucateada, a exemplo do que acontece
em outros setores do governo, pelo abandono
geral a que estão sendo expostas. Infelizmente,
os atuais administradores insistem, numa
ação sherlockeana, em encontrar responsabilidades
no governo anterior.
EM BAIXA
O comandante
Fidel Castro perdeu ponto entre as grandes
estrelas do socialismo internacional. São
muitos os intelectuais que defendiam seu
governo e passaram a recriminá-lo pelo fuzilamento
de dissidentes do seu governo, além da prisão
de 78 militantes dos direitos humanos, economistas
e jornalistas independentes.
EM BAIXA
II
Em São
Paulo, o mesmo acontece com o governador
Alckmin, que insiste em manter na Chefia
do Departamento de Inteligência da Polícia
Civil, um dos maiores torturadores do regime
militar, capitão Ubirajara, que torturou,
até a morte, Vladimir Herzog.
VEREADORES
Diferentemente
do que ocorre em Mossoró, onde se especulou
a possibilidade da diminuição do número
de vereadores, a Câmara Municipal do Rio
de Janeiro aprovou o aumento de 42 para
55 vereadores. Ninguém votou contra.
O setor
pesqueiro nacional decepcionado com o governo
federal que, depois de criar a Secretaria
Nacional de Pesca, recua e pretende voltar
tudo para o Ibama.
Governo
do Ceará investindo milhões de reais na
saúde, ampliando hospitais públicos e aumentando
leitos de UTI.
Semana
Santa, emendando com os feriados de 21 de
abril e 1° de maio, resultarão num grande
feriadão.
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