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ASSÚ - A captura, apreensão e sacrifício
de cães sob suspeita de Calazar devem seguir alguns
parâmetros legais.
A advertência é feita pelo coordenador
do Departamento de Endemias, da Secretaria Municipal
de Saúde, em Assú, Francisco Neto de Oliveira.
Ele declara que o núcleo tem recebido
continuamente ligações telefônicas de pessoas de várias
partes do município solicitando a presença da equipe
para apreender animais supostamente contaminados e sacrificá-los.
São reivindicações tanto da sede urbana como de alguns
povoados rurais do município.
"Temos recebido inúmeros telefonemas
neste sentido, mas as pessoas precisam ter a consciência
de que, primeiro, o animal criado em casa está sob a
responsabilidade direta do proprietário; e, segundo,
nós não podemos sacrificar todos os cães vadios da cidade
porque isso fere a legislação ambiental", explicou.
Francisco Neto disse que até chegar
ao estágio de eliminação do animal há uma série de procedimentos
que legalmente precisarão ser respeitados. Por exemplo,
é necessário saber se realmente o animal está contaminado
com a doença através de exame sorológico.
Procedimento exige confirmação
da doença por exame laboratorial
Segundo o coordenador Francisco Neto,
para efetuar o sacrifício é preciso detectar a doença
através de exame de laboratório. Somente a partir deste
passo a Secretaria diligenciará no sentido de sacrificá-lo.
"Agora, é preciso ficar bem claro
que por qualquer outra razão que o animal esteja com
alguma enfermidade que iremos sacrificar este animal",
destacou, frisando que, nestes casos, não é de responsabilidade
do setor de saúde pública municipal, e sim, do proprietário
do referido animal. O coordenador do Departamento de
Endemias transmitiu que, com o apoio logístico dos agentes
comunitários de saúde, o órgão vem realizando uma campanha
de prevenção e combate ao calazar.
Entretanto, explicou que os resultados
não ocorrem de forma rápida, pelo fato de o município
ainda não ser dotado de um Centro de Zoonoses. Ele disse
que já pôde tratar com o secretário municipal de Saúde,
Carlos Alexandre Lopes, sobre a proposta de implantação
de uma unidade do gênero para agilizar o trabalho do
núcleo de endemias. "A gente está procurando um
meio de atender a todas as solicitações da população
dando ciência da presença de cães com suspeita de calazar",
declarou, acrescentando que tem procurado respaldo de
outras entidades como o setor de Vigilância Sanitária
do município e até instituições como o Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
do Rio Grande do Norte (Ibama/RN). Disse que o trabalho
será intensificado em novembro, quando acontecerá uma
nova etapa da campanha nacional de vacinação contra
a Raiva Animal.
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