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ITAJÁ - A Secretaria Municipal de Educação
de Itajá deverá concluir até a próxima semana estudos
técnicos que identificarão o tamanho do impacto financeiro
que será provocado pela implementação do Piso Nacional
Salarial para a categoria docente da rede pública de
ensino local.
O levantamento é realizado pela equipe
técnico-pedagógica da pasta, de acordo com o que foi
revelado por seu titular, professor Wellington Vieira
Mendes. O prognóstico do secretário é de que no mais
tardar até a próxima semana a análise financeira esteja
pronta.
O secretário de Educação frisou que
só a partir de tal avaliação a administração poderá
ter idéia de qual a fórmula a ser adotada para assegurar
a implementação do benefício para o professorado da
rede municipal. Direcionado para os profissionais da
área do Magistério, o Piso Nacional Salarial foi aprovado
pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva no dia 16 de julho último,
por intermédio da Lei Federal nº11.738/2008. Wellington
Mendes destacou que, na prática, a lei veio instituir
o que já havia sido previsto na legislação que criou
o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
"Pela lei do Fundeb o Piso deveria
ter sido aprovado bem antes para que pudesse vigorar
já a partir deste ano, mas houve todo um atraso em sua
aprovação na esfera do Congresso Nacional", lembrou
o auxiliar da prefeitura itajaense.
Atraso na oficialização impediu
andamento do processo
Segundo o secretário Wellington Vieira
Mendes, por conta da demora nas esferas superiores o
município de Itajá ficou aguardando a sanção presidencial
para, a partir de então, começar os estudos voltados
para a adequação remuneratória dos professores da rede
pública municipal de ensino.
"Vamos ver qual o impacto deste
reajuste que está previsto para dois terços do professorado
a partir de janeiro de 2009", observou o secretário
de Educação. "A partir do dia 1º de janeiro é uma
obrigação que todos os municípios, estados e a União
possam pagar o Piso Nacional Salarial no valor de R$
950", explicou Wellington Mendes.
O secretário de Educação esclareceu
que há uma predisposição tanto de sua parte quanto do
prefeito Lutércio Jackson Guimarães (PSB) no sentido
de garantir instituição do benefício de acordo com o
que prevê a legislação. Todavia, se furtou a adiantar
previsões dizendo que só poderá se pronunciar com segurança
sobre o tema após a finalização dos estudos técnicos
que ora se processam. Inclusive, ele defende que o pagamento
seja feito de maneira integral já a partir de 2009 e
não contemplando somente a dois terços dos profissionais
do Magistério. Wellington Mendes considerou inócuo o
argumento que tem partido de algumas entidades e instituições
acerca da eventual inconstitucionalidade da lei que
criou o Piso. "Até onde compreendo, o Piso não
é inconstitucional; inconstitucional é o servidor trabalhar
e não ter a remuneração adequada pelo seu esforço",
concluiu.
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