|
Emersom
Linhares - Interino
Um
bom banho quente
O compromisso
diário de escrever esta coluna faz com que
a nossa imaginação viaje anos-luz. O que
escrever, o que poderia escrever e o que
não escrever, eis a questão?
Estava
pensando nisso enquanto tomava um banho
quente ontem pela manhã. Que água gostosa,
relaxante. E aí veio à cabeça que muita
gente aqui na cidade detesta tomar banho
com a “água minerálica termálica” com alguns
graus a mais, mesmo que seja pela manhã.
Muitos
outros acham que é um castigo enorme termos
água quente, numa cidade onde o calor é
enorme. Não acho! É questão de costume.
Neste mesmo
banho rememorei os meus tempos de infância,
quando morei em Brasília até o início de
1980.
O vento
frio acariciava nosso rosto e dava o seu
beijo de bom dia, boa tarde ou boa noite,
mas estava acostumado. Morava em uma casa
no Gama (acredito que a maioria dos nordestinos
morava nesse bairro). Perto tínhamos à mão,
nós crianças, um enorme parque de diversões
todo ele feito em alvenaria. Era divertido!
No quintal
de minha residência a vastidão de plantas
e árvores frutíferas era enorme. Além dos
tradicionais, podíamos colher morangos.
Um pé de abacate enorme fazia sombra. Até
pé-de-café tínhamos em nosso modesto pomar.
Minha avó, Neusa Linhares, visitava-nos
uma vez por ano, até que um dia meu pai
aceitou sua sugestão em vir embora para
o Rio Grande do Norte.
Hoje sei
que fizemos a coisa certa. Viajamos durante
três dias e três noites e entramos em contato
com o calor do Nordeste. Essa coisa aconchegante
que ninguém sabe explicar. A hospitalidade...
a água que relaxa os nervos.
Bom, mas
questão de gosto não se discute. Também
não existe algo gostoso como tomar uma ducha
fria quando está calor. São sensações que
nem no mais bem escrito texto não se consegue
definir.
Por aqui
vou ficando, na ânsia de ao tomar um velho
e bom banho quente deixar a mente liberar
suas asas e viajar universo afora, passado
a dentro e retornar ao presente pronto para
mais um dia de trabalho. Até terça-feira,
se Deus permitir...
TERRORISMO
A imprensa
foi mobilizada na noite de anteontem em
torno do possível assassinato do policial
Ilson Benjamim, o “Mão-de-Ferro”. Tudo mentira.
Parece que estão querendo fazer terrorismo,
depois da tentativa de morte de Ferrete.
TIBAU
FIGHT
Quem esteve
na redação de O Mossoroense, ontem,
foi o lutador revelação do ano passado,
Gledson Tibau, que aproveita férias - ele
mora no Rio de Janeiro - para divulgar o
esporte por essas bandas. Gledson está organizando
o 1° Tibau Fight, a ser realizado no próximo
dia 25, com o apoio da prefeitura da cidade-praia
e patrocinadores.
TIBAU
FIGHT 2
O evento
esportivo contará com a presença de atletas
de Jiu-jítsu, Vale-tudo e Submission.
TIBAU
FIGHT 3
Gledson,
que foi destaque em matérias de revistas
especializadas no assunto, como a “Tatame”
e “Gracie Nocaute”, integra a equipe brasileira
que disputará torneio no Japão, em junho
próximo.
PROTESTOS
Multiplicam-se
os protestos contra a provável guerra contra
o Iraque. Dentro dos Estados Unidos mesmo
há uma onda antiguerra. Outros que estão
protestando são os japoneses.
DICA
DE FILME
Já que
O Mossoroense traz matéria especial
hoje sobre os cinéfilos, nada melhor do
que dar uma dica de filme para assistir
com prazer: “Possuídos” (Fallen), com Denzel
Washington.
VESTIBULAR
A Uern
finaliza o vestibular hoje, um dos maiores
já realizados pela instituição.
AMENIDADES
Sérgio
Porto, o Stanislaw Ponte Preta, em vida
colecionou alguns absurdos (reais) e que
serviram para compor o livro FEBEAPA
- Festival de Besteiras que Assolam
o País. Um desses absurdos, na década de
60, e relatado por Stanislaw, foi o seguinte:
“O delegado de Oswaldo Cruz (SP) proibiu
homens de cabelos compridos dirigirem carro,
alegando que, vistos de trás, não se sabia
se eram homens ou mulheres”. Outra: “Em
Brasília, o diretor de Suprimento proibiu
a venda de vodca ‘para combater o comunismo’”.
FRASE
“Uma das
melhores coisas que existem na televisão
é o botão de desligar”. Sérgio Porto, o
Stanislaw Ponte Preta.
SEM
ANIMOSIDADES
O deputado
federal Laíre Rosado (PMDB/RN) disse-me
ontem que não há nenhum clima de animosidade
entre ele e o ex-secretário de Educação,
Pedro Almeida. Alguns jornalistas insistem
em acreditar que sim.
CORRIGINDO
Um rapzinho
(e não rapazinho como saiu na coluna de
ontem) vem encantando a galera por essas
bandas. Uma palinha: “Quando eu morrer me
enterre no caixão, com dois litros de cachaça
para subir embriagadão (muito bebão!). É
o “Melô do Cachaceiro”.
HUMILHAÇÃO
Chega a
informação de que existe um proprietário
de uma empresa que mexe com informática
que humilha seus funcionários de maneira
impiedosa. Não temam, pois os humilhados
serão exaltados. Deus está de olho, amigo...
JACKSON
FIVE
Talvez
Michael Jackson produza algo de futuro agora,
desde Thriller (1982). O irmão dele, Jermaine,
disse que os Jackson Five irão voltar a
cantar juntos, após mais de 20 anos separados.
As outras tentativas de reunir o grupo foram
frustradas porque Michael sempre se recusou
a integrar a trupe.
PROGRAMA
Hoje tem
Beatlemania (FM 93,7), a partir das 16h.
Comigo, Tôgo Ferrário e Cícero Paiva.
|