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Deputado
vê com preocupação a luta antimanicomial
no RN
O
deputado federal e psiquiatra Salomão Gurgel
(PDT) comentou em entrevista a O Mossoroense,
as notícias veiculadas na imprensa local
sobre a avaliação dos hospitais psiquiátricos
no Estado do Rio Grande do Norte.
Segundo
ele, no momento em que a governadora Wilma
de Faria tem que definir quem será o novo
diretor do Hospital João Machado, surge
na imprensa uma matéria absurda tentando
denegrir o trabalho abnegado de dezenas
de profissionais da Saúde Mental que fazem
dos Hospitais Psiquiátricos de Natal, Caicó
e Mossoró centros de referência no atendimento
a milhares de portadores de transtornos
mentais.
Gurgel
defende que o poder público crie outras
alternativas de proteção e defesa dos portadores
de doenças mentais investindo fortemente na
criação de ambulatórios de psiquiatria,
com todas as condições de atendimento à
população, nas cidades com mais de 40 mil
habitantes, deixando o hospital apenas para
as internações extremamente necessárias.
“Lutamos
por isso. A maioria dos psiquiatras potiguares
dedica parte do seu tempo à prestação de
serviços nos hospitais psiquiátricos, onde
são atendidos os pobres e miseráveis, que
não têm plano de saúde, nem podem recorrer
às sofisticadas clínicas de saúde dos grandes
centros brasileiros”, ressalta.
O médico
seridoense também exige que essas questões
de “torturas, mortes e violência” nos hospitais
psiquiátricos sejam esclarecidas com uma
certa urgência.
“Por serem
graves acusações contra colegas médicos
de reputação ilibada, de competência nacionalmente
reconhecida, que constroem a boa psiquiatria
no Rio Grande do Norte é que devem ser rigorosamente
apuradas pelo Conselho Regional de Medicina
(CRM), por se tratar de questão ética extremamente
grave”, sublinha.
De acordo
com Salomão Gurgel, em Caicó, onde se encastelaram
algumas figuras da luta para fechar os
hospitais, agindo sob a proteção de políticos
locais, os profissionais do Hospital Milton
Marinho vão solicitar à governadora do Estado
que envie um delegado especial para reabrir
o inquérito sobre as circunstâncias da morte
do paciente Sandro Fragoso.
“Diante
disso, surge a interrogação: a quem interessaria
a morte de um inocente que foi trazido pelos
familiares para um tratamento médico? Aos
profissionais do hospital que incansavelmente
trabalham pela recuperação daqueles infelicitados
pela doença mental? Ou àqueles que realizaram
uma campanha de difamação e calúnia para
desacreditar a instituição médica, os médicos
e demais profissionais?”, questiona.
Gurgel
espera que se estabeleça a verdade dos fatos
e que o Conselho Regional de Medicina, a
Associação Norte-Rio-Grandense de Psiquiatria,
o Sindicato dos Médicos, entre outros órgãos
competentes, atuem no sentido de que os
psiquiatras potiguares possam exercer com
liberdade e dignidade o direito de bem tratar
os seus pacientes. “E que o secretário Ives
Bezerra e a governadora Wilma de Faria reflitam
bem no proceder em relação à saúde mental
do nosso povo”, finalizou Gurgel.
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