|
Bruno Barreto Da
Redação
'Depois da tempestade
vem a bonança'. É se baseando neste ditado que a carcinicultura
do Rio Grande do Norte vê um horizonte positivo para
2006, depois de uma das maiores crises do setor na história
quando a retração chegou a 30,65% no comparativo com
2004.
A perspectiva de recuperação
é motivada pelas políticas públicas implementadas pelo
governo do Estado para este ano. A primeira delas é
a inclusão da atividade no Plano de Energia Subvencionada
que a exemplo do que acontece no setor rural reduz em
70% a tarifa energética nas fazendas de camarão. "A
energia era um dos fatores que atrapalhava a expansão
da carcinicultura, essa era uma luta antiga que se tornou
uma vitória do setor", completa o assessor especial
de aqüicultura e pesca da Secretaria Estadual de Agricultura
e Pesca (Sape) do governo do Estado, Antônio-Alberto
Cortez.
Outro fator apontado
pelo assessor especial é a isenção plena até junho do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) concedida
também pelo governo do Estado.
Apesar desses dois
fatores, Antônio-Alberto prefere não arriscar uma projeção
de crescimento para a carcinicultura em 2006. "Seria
leviano de minha parte falar sobre crescimento, mas
com certeza teremos uma recuperação graças a essas vantagens
que aliadas a uma possível valorização do dólar podem
alavancar as exportações de camarão", complementa.
Ele destaca também
a garra do que pode ajudar a impulsionar o setor. "É
um pessoal que tem um ímpeto muito grande que aliado
a essas políticas públicas vai recuperar ainda mais",
destaca.
LEMBRANDO - Em 2005
houve uma interrupção do ciclo de crescimento da carcinicultura
quando as exportações caíram bruscamente (ver box ao
lado), entre outros fatores contribuíram para isso a
queda do dólar e pragas que atingiram o camarão como
necrose intramuscular infecciosa, além do aumento com
os gastos com insumos e rações. "Essa é uma reclamação
geral do empresariado que sofreu muito com os gastos
com salários e energia", comenta Antônio-Alberto.
Apesar da queda, a
carcinicultura ainda se manteve em segundo lugar no
ranking de exportações do RN, perdendo apenas para o
petróleo. "Isso mostra a força do setor que conseguiu
se manter bem posicionado mesmo com a crise", declara
o assessor.
|