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Ex-sócio utiliza nome de entidade filantrópica para se beneficiar

 

O nome do Grupo Aprendendo a Viver Positivamente (GAV+) - instituição filantrópica que ajuda os soropositivos de Mossoró e região oeste -, está sendo utilizado indevidamente para fins pessoais.

De acordo com informações de integrantes do GAV+, o desempregado identificado como Marcelo Barbosa (ex-sócio da entidade) está comercializando CDs piratas alegando que a venda será revertida para a instituição.

Na verdade, a presidente do GAV+, Conceição Paz, garante que os recursos não estão chegando à entidade. "Já procuramos a Promotoria no primeiro semestre do ano passado, porém até o momento nada foi feito", disse.

Conceição lembra que a situação do público atendido pelo GAV+ é muito delicada, pois o grupo sobrevive de doações e as pessoas estão se recusando a contribuir com a entidade por justificar ter comprado os CDs - compostos por músicas evangélicas, de padre Marcelo Rossi e Cazuza.

"Ele (ex-sócio) vai aos bancos e igrejas vender os CDs. Inclusive ele também utiliza o catálogo telefônico e liga para as residências dizendo que trabalha no GAV+ e efetua a entrega dos CDs em domicílio. Não temos idéia de quanto ele lucra. Para mim, pirataria é crime. É melhor ele dizer que o dinheiro é para si próprio", alerta.

IDENTIDADE - A instituição era anteriormente chamada de Voluntariado Integrado à Dignidade Humana de Amigos (VIDHA) e passou cinco anos com essa nomenclatura. A partir do desligamento do seu antigo presidente que deu origem ao nome da entidade, houve a mudança para GAV+ que hoje atende aproximadamente a 300 pessoas.

Antes a instituição funcionava nas proximidades da Gerência Executiva do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e se mudou em março de 2002 para a rua Dionísio Filgueira, 371, Centro.

 

 

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