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A composição das chapas
proporcionais é hoje o grande desafio da oposição à
governadora Wilma de Faria (PSB), especialmente para
o PMDB e o PFL. O primeiro partido ficaria isolado,
sem condições de se articular com outra legenda "grande".
Enquanto isso, o PFL enfrenta falta de nomes com voto
para compor a sua chapa.
O PMDB hoje tem apenas
três deputados estaduais, que são os seguintes: Elias
Fernandes, José Dias e Nélter Queiroz. Além deles, pode
contar com no máximo mais quatro nomes com possibilidade
de votações expressivas. Entre estes nomes está o do
filho do senador Garibaldi Filho (PMDB), o candidato
ao governo pelo partido, Valter Alves (PMDB).
Com apenas sete nomes
fortes, o PMDB precisaria de uma aliança para poder
pelo menos renovar a sua bancada. Se mantida a verticalização,
a situação dos deputados se tornaria dramática.
Os cálculos dos principais
analistas políticos do Estado apontam para a necessidade
de até 60 mil votos para se conseguir o quociente eleitoral
para garantir uma cadeira. Sendo assim, para garantir
as três vagas o PMDB teria de conseguir 180 mil votos.
Hoje, com os nomes que têm e a perspectiva difícil de
alianças, o sonho ficaria mais distante. Em tempo: um
dos deputados peemedebistas, Elias Fernandes, foi eleito
pela média, como o último da coligação. Elias perdeu
a prefeitura de Pau dos Ferros e nestas eleições não
poderá contar com mais uma dezena de outros prefeitos.
PFL - O PFL também
terá difícil missão na hora de compor a sua chapa proporcional
para deputado estadual e federal. Para a Assembléia
Legislativa há apenas sete nomes postos e destes, três
são de Mossoró. Disputarão uma cadeira no parlamento
estadual os mossoroenses Leonardo Nogueira, marido da
prefeita Fafá Rosado; Ruth Ciarlini, candidata à reeleição,
e o vereador Francisco Dantas da Rocha (Chico da Prefeitura).
Além deles, são candidatos
ainda os deputados Getúlio Rego e José Adécio e o vereador
natalense Salatiel de Souza. Outros dois candidatos
de menor expressão irão também se lançar.
O PFL precisaria ter,
a exemplo do PMDB, 180 mil votos para garantir três
deputados estaduais. Essa votação é considerada difícil
pela baixa votação que os peefelistas tiveram nas eleições
de 2002.
Pelos cálculos dos
analistas políticos, separados PFL e PMDB podem fazer
até oito deputados estaduais. Juntos, podem chegar à
casa dos dez parlamentares.
Formação da chapa
de deputado federal também é difícil para PMDB e PFL
Enquanto a tentativa
de formar a chapa para deputado estadual está cada vez
mais difícil quando se fala na chapa para deputado federal
aí é que a coisa aperta. O governismo, formado por vários
partidos entre eles PSB e PT, tem três deputados federais
e a possibilidade de eleger até cinco devido ao grande
número de candidatos com potencial.
Por outro lado, PFL
e PMDB sofrem mais uma vez para tentar encontrar nomes
que possam garantir votação suficiente para eleger um
parlamentar.
A chapa peemedebista
tem como titular apenas o deputado Henrique Eduardo
Alves. Afora ele, a legenda não tem nenhum outro nome
forte. Enquanto isso, no PFL os deputados Betinho Rosado
e Ney Lopes de Souza são os últimos sobreviventes da
legenda na chapa federal. O PFL já chegou a ter seis
deputados federais na época em que o governador era
o hoje senador José Agripino.
Juntos, PFL e PMDB
podem fazer até quatro deputados estaduais. Separados,
a situação fica dificílima para o PFL. É que o partido
também não tem nomes para a chapa federal. Precisaria
se compor com outras legendas para conseguir o seu objetivo.
No governismo, PSB,
PT, PTB e PL lançarão candidatos fortes com potencial
de votos para mais de 100 mil sufrágios. Caso isso ocorra,
as cinco vagas estarão garantidas, graças à fragilidade
da oposição.
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