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O relatório da CPI
dos Bingos, divulgado ontem, sugere o indiciamento de
Ademirson Ariovaldo da Silva, chefe-de-gabinete do ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, por formação de quadrilha,
corrupção passiva, improbidade administrativa e crime
contra o procedimento licitatório; e do presidente da
Caixa, Jorge Mattoso, por prevaricação, descumprimento
da lei de licitações e improbidade administrativa.
A quebra dos sigilos
telefônicos dos investigados mostrou que Ademirson telefonava
com freqüência para Rogério Tadeu Buratti, acusado de
pedir propina da GTech para facilitar a renovação do
contrato entre a empresa e a Caixa Econômica. Os integrantes
da CPI suspeitam que Ademirson participava do esquema
irregular.
Buratti, que trabalhou
com Palocci em Ribeirão Preto, também está na lista
dos pedidos de indiciamento por formação de quadrilha,
tráfico de influência, lavagem de dinheiro, crime contra
a ordem tributária, improbidade administrativa e crime
contra o procedimento licitatório.
Outro possível indiciado
ligado a Palocci é Wladimir Poleto, que depôs à CPI
sobre o suposto envio de dinheiro de Cuba para o PT.
Ele também assessorou o ministro quando foi prefeito
de Ribeirão Preto.
Outros dois ex-presidentes
da Caixa estão na lista de indiciamentos: Sérgio Cutolo
e Emílio Carazzai, ambos pelas mesmas suspeitas de Jorge
Mattoso; além de quatro diretores do banco: Eduardo
de Almeida, Fernando Carneiro, Henrique Costábile e
José Lindoso de Albuquerque. No total, os pedidos de
indiciamento somam 37, sendo 34 pessoas físicas e três
empresas.
Os integrantes da CPI
pediram vista do relatório, que deve voltar à pauta
na próxima quarta-feira. Juntamente com o texto, o relator
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) apresentou uma proposta
para que a Caixa suspenda em 60 dias o contrato com
a GTech. O texto também precisa do crivo da CPI.
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