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Os líderes partidários
da Câmara fecharam um acordo ontem para alterar o texto
da proposta de mudança na Constituição que reduz o recesso
dos parlamentares.
Em vez de reduzir as
férias de deputados e senadores de 90 dias para 45 dias,
os líderes concordaram com a redução para 55 dias. Ontem,
o líder do PFL na Casa, Rodrigo Maia (RJ), afirmou que
a proposta de 45 dias geraria críticas à Câmara.
Isso porque os deputados
seriam obrigados a trabalhar entre o Natal e o Ano Novo,
período em que tradicionalmente o Congresso Nacional
fica vazio. Foi por conta desse argumento, reforçado
por outras lideranças, que a votação em primeiro turno
da proposta, marcada para ontem, foi adiada para hoje.
Caso o acordo seja
confirmado em plenário, os parlamentares irão entrar
em recesso a partir do dia 23 dezembro e voltam ao trabalho
no dia de 1º de fevereiro. Em julho, os parlamentares
terão folga entre os dias 16 e 31. "Não são dez
dias a mais de férias [além dos 45 dias da proposta
original], são 35 dias a menos de recesso [na comparação
com o período de recesso atual]", afirmou o líder
do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Mesmo sendo maior do
que o recesso dos trabalhadores brasileiros, os deputados
dizem não temer críticas. "Eu não sou 'celetista'
[trabalhador contratado pela CLT (Consolidação das Leis
do Trabalho)] e esse é o menor recesso parlamentar do
mundo", afirmou o líder do PSDB, Alberto Goldman
(SP).
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