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O Senado aprovou em
votação simbólica o projeto de decreto legislativo que
acaba com o salário extra pago durante o período de
convocação extraordinária, já referendado pela Câmara
na terça-feira. O projeto, que tem votação em apenas
um turno, foi promulgado e segue agora para publicação
no Diário Oficial do Senado.
Durante a convocação,
deputados e senadores recebem salário extra por cada
mês de trabalho. Na ponta do lápis, cada um dos 594
parlamentares --81 senadores e 513 deputados-- receberá
R$ 25.694,40 pelos dois meses de trabalho extra. O custo
total estimado é de R$ 95 milhões para os cofres públicos.
Pelo acordo de líderes,
o projeto, que veio da Câmara, teve prioridade sobre
os demais projetos da pauta da Casa. O projeto aprovado
não vale para essa convocação extraordinária.
O único senador a se
manifestar contra a proposta foi Wellington Salgado
(PMDB-MG), suplente do atual ministro das Comunicações
Helio Costa. "Eu vejo a todo momento os senadores
perdendo alguma coisa: já foi a imunidade parlamentar
e agora vai o salário pela convocação extraordinária.
Eu defendo que não tire esse direito dos senadores para
que eles não percam a liberdade de representar os seus
Estados", disse ele.
"Se alguém acha
que senador tem privilégio demais, que se candidate",
acrescentou o parlamentar.
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