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Auditoria
inócua
O repórter
Carlos Scarlack, em seu programa de rádio,
perguntou-me o que achava do governo do
Estado promover uma devassa nas contas da
administração anterior. Seria isso válido?
Quais os resultados práticos dessa investigação?
Haverá possibilidade de detectar algum grande
escândalo? Para que serviria essa iniciativa?
Para início
de conversa, até mesmo para se resguardar
no futuro, todo novo administrador deveria
fazer um levantamento das contas do seu
antecessor. É uma medida conveniente ao
serviço público, para se ter um quadro aproximado
da realidade. Comprovando-se alguma irregularidade,
então as medidas cabíveis têm que ser tomadas.
Não existindo exageros, guarda-se para efeito
de comparação posterior.
O exemplo
do então prefeito Dix-huit Rosado pode ser
tomado como parâmetro. Analisando as contas
da prefeita Rosalba Ciarlini, que lhe antecedeu,
fez um verdadeiro reboliço, convocando a
imprensa, denunciando e usando a expressão
que o relatório era nitroglicerina pura.
O tempo foi passando e o relatório Marpe
esvaiu-se. Mobilizou gregos e troianos e
terminou em nada. Ou melhor, Rosalba saiu
como vítima e foi reeleita prefeita de Mossoró.
Há pelo
menos sete auxiliares imediatos da governadora
Wilma de Faria que ocuparam posições semelhantes
nos governos Garibaldi Filho/Fernando Freire.
Outros tantos estão espalhados por outros
órgãos. Dá para acreditar que essa conversa
é pra valer? Vale lembrar que na última
campanha política, a então candidata Wilma
de Faria pedia voto declarado para Garibaldi
ser eleito senador. Como justificar essa
posição?
Desejando
investigar os governos anteriores,
o mais conveniente para a governadora atual
é se afastar da imprensa. Aconselhar
os auxiliares para que não falem sobre esse
assunto, pois, afinal, na está havendo clima
para esse tipo de coisa. Enquanto for do
domínio público, podem anotar, é porque
não se está pensando, de fato, em realizar
nenhuma investigação séria, CPI, ou coisa
parecida.
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