|
Governo
assina protocolo de cooperação com Fiern
e ABCC para desenvolver cultivo do camarão
no RN
NATAL
- O governo do Estado, a Federação das Indústrias
do Rio Grande do Norte (Fiern) e a Associação
Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC)
assinaram ontem um protocolo de cooperação
em que se comprometem a manter diálogo permanente
e construtivo para implementar ações concernentes
ao desenvolvimento sustentável do camarão
marinho cultivado no Rio Grande do Norte.
A solenidade de assinatura do protocolo
ocorreu às 17h, no auditório da Fiern.
“O cultivo
do camarão é uma atividade muito importante
para o Estado, principalmente no que diz
respeito à geração de emprego. Assumo, aqui,
o compromisso de ajudar no que for possível
para o desenvolvimento dessa atividade”,
disse a governadora.
Pelo acordo
selado entre o governo, a Fiern e a ABCC,
fica estabelecido que o Projeto Camarão
desenvolvido pela Emparn será reestruturado,
transformando-se em Projeto Regional de
Geração e Difusão de Tecnologia do Camarão
Marinho Cultivado. Também está prevista
a elaboração e implementação de um programa
voltado para a regularização ambiental dos
pequenos produtores do Estado, bem como
para oferecer-lhe capacitação e assistência
técnica para o correto manejo da fazenda.
Entre outros
pontos contemplados pelo protocolo, constam
ainda a elaboração de um sistema operacional
para controlar a qualidade sanitária e ambiental
da atividade e o estudo e implementação
de uma política fiscal que permita a atualização
tecnológica dos empreendimentos implantados
e em implantação no Estado, e a atração
de novas indústrias de carcinicultura.
“A cacinicultura
atingiu um patamar no Nordeste nunca imaginado.
O acordo que acabamos de firmar, ajudará
a atividade ainda mais e, consequentemente,
ajudará o Estado a crescer ainda mais, gerando
emprego e aumentanto as exportações”, declarou
Itamar Paiva da Rocha, presidente da Associação
Brasileira de Criadores de Camarão.
A parceria
para o desenvolvimento de ações que contribuirão
para expandir a carcinicultura no Estado
levou em conta as condições favoráveis de
clima, solo e água na faixa rural da costa
potiguar para a exploração do camarão marinho
em confinamento, o que possibilita que esta
atividade possa ser competitiva durante
todo o ano para os mercados nacional e internacional.
Outros
fatores também foram decisivos para concretizar
o protocolo de cooperação, como o fato de
que 90% do emprego gerado pelo camarão cultivado
é ocupado por trabalhadores sem maiores
qualificações profissionais. O desenvolvimento
desta atividade, portanto, pode contribuir
com os programas de inclusão social do governo
do Estado.
|