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Paz
e amor
A primeira
página de O Mossoroense de hoje junta-se
ao grito de milhões de pessoas que estão
contra a guerra iminente entre Estados Unidos
e Iraque.
Não importam
os motivos, os meios e os fins.
Neste Século
XXI, entramos na era da diplomacia, do desarmamento
principalmente de espíritos, do pensamento
coletivo, da paz e da harmonia.
Por anos
os Estados Unidos semearam a discórdia entre
os povos, vendendo armas para todos os lados
e treinando os homens como se fossem os
seus. Tudo ao custo de muito dinheiro.
O povo
pede a paz não porque tem medo de Saddam
Hussein, mas porque tem medo de perder a
sua liberdade, hoje interligada aos relacionamentos
econômicos, seja de países em bloco ou não.
Os Estados
Unidos da América, apesar de ter uma história
sangrenta pela sua independência da Grã-Bretanha,
mancha todo esse ideal de livrar-se do jugo
alheio, quando quer prender em suas mandíbulas
outros povos, até mesmo passando por cima
da Organização das Nações Unidas (ONU),
criada após a Segunda Guerra Mundial para
promover a paz entre todos os povos da Terra.
O tempo
não está se esgotando só para o presidente
iraquiano, mas para todos aqueles que almejam
viver num lugar mais tranqüilo, livre da
violência, livre das máquinas que promovem
a guerra.
O que se
quer é uma mantra que possamos cantar festejando
a alegria de viver, não de morrer.
Cada um
de nós tem o compromisso moral e espiritual
de desejar o “não” que o Bush não
quer ouvir. Vamos dizer “não” bem alto à
guerra, pois mesmo que ela aconteça, nem
mesmo as bombas norte-americanas conseguirão
abafar seu eco.
Esse será
o grito, possivelmente o derradeiro, daqueles
que têm a consciência limpa de que se lutou,
de mãos vazias, pela paz e pelo amor.
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