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Indecisões
que prejudicam
A governadora
Wilma de Faria tem sido criticada com toda
a razão pela demora em nomear os seus auxiliares.
E a complicação é maior ainda por conta
da demissão coletiva que assinou, logo após
haver assumido o cargo. Demitiu e não indicou
ninguém para responder, mesmo que temporariamente,
por esses cargos. O governo federal, por
exemplo, nomeou, até este momento, apenas
30% dos cargos. Entretanto, ninguém foi
demitido e as instituições continuam funcionando
normalmente. Mais uma vez o Banco Central
serve de exemplo, pois, praticamente, todos
os diretores foram mantidos em suas funções.
É explicável
que a máquina administrativa trabalhe devagar,
nos momentos iniciais, para que os novos
dirigentes possam se adaptar ao seu funcionamento.
Entretanto, a demora pode ser prejudicial.
Hoje, em Mossoró, é comum a crítica que
se faz a essa demora, que pode parecer indiferença
para com a cidade. As escolas estão sem
diretores, os postos de saúde abandonados,
a área social paralisada e a população sendo
prejudicada. Não adianta responsabilizar
as lideranças políticas pela falta de entendimento.
A responsabilidade maior será sempre da
responsabilidade da governadora que, no
final, é quem decide a parada.
Três programas
importantes, o do leite, o do pão e o do
restaurante popular, foram prejudicados
pela indecisão governamental. No primeiro
caso, houve revolta da população por conta
do leite que estava sendo entregue de maneira
irregular, prejudicando a saúde das crianças.
O pão deixou de ser distribuindo, interrompendo
importante programa, não somente no aspecto
alimentar mas, também, na geração de inúmeros
empregos, pela contratação de mão-de-obra
para, somente em Mossoró, entregar mais
de cento e trinta mil pães todos os meses.
O restaurante popular, simplesmente, teve
suas portas fechadas.
Houvesse
mais sensibilidade na assessoria política
da governadora, daria para ter imaginado
que o governo federal, tendo como carro-chefe
um programa intitulado Fome Zero, terminaria
por financiar programas semelhantes aos
que vinham sendo executados pelo governo
anterior. Ontem, os responsáveis pelo Fome
Zero anunciaram o uso de restaurantes populares,
ao custo de R$ 1,00 por refeição, como sendo
um forte instrumento para esse programa.
Mantendo o leite, voltando o pão, e reabrindo
o restaurante popular, estaremos bem integrados
no programa Fome Zero. E eles deverão voltar.
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