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Quadra de
esportes do Abel Coelho é a imagem do descaso
Já se
passaram quase 24 anos de sua existência e a Escola Estadual Professor Abel
Freire Coelho, em Mossoró, ainda não possui uma área de esporte adequada para
as suas competições internas e preparação para jogos escolares de nível
regional. Alunos e professores de educação física são obrigados a utilizar uma
quadra a céu aberto com o piso completamente fora dos padrões exigidos.
A quadra
de cimento grosso, uma verdadeira lixadeira, é o único espaço disponível,
apesar de todas as promessas feitas por governantes e seus assessores. “Aqui já
vieram engenheiros, empresas e tudo não passou do campo da promessa”, comentou
a professora Minerva, coordenadora do setor de educação física da escola.
Somente a subsecretária de Educação, a mossoroense Isaura Amélia, já foi duas
vezes na escola e viu a situação.
Além do
piso da quadra que tem provocado sérios acidentes, os alunos ainda são
obrigados a conviver com a sujeira e o matagal. Até um esgoto das ruas próximas
a escola passa ao lado da quadra. O mato que tomou de conta e o carrapicho
causam outros transtornos. Para complicar, uma empresa que esteve realizando
recentes reformas na escola retirou a tabela de basquete e a iluminação
artificial da quadra e não fez a reposição. Enquanto isso, as informações eram
de que a verba para o serviço foi liberada.
É nesta
situação que os professores Rocelito, Jô Duarte, Manoel Freire e Raimundo
Nonato dirigem os jogos internos. Uma escola com 1.800 alunos que não teve
direito sequer a receber verbas destinadas à educação física, o que aconteceu
com outras que atendem a 100 estudantes. Para ministrar aulas de educação
física, os professores buscam horários alternativos para fugir do sol e não se
encontrar com a escuridão. A salvação do basquete, voleibol e handebol foi o
Sesc que cedeu o horário das 11h às 13h.
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