INCRA começa a cadastrar famílias acampadas

 CRISTIANO ROJAS
Da redação
rojas@omossoroense.com.br

Movimentos sociais ligados à reforma agrária serão indispensáveis na identificação das terras a serem desapropriadas, diz César JoséA partir desta semana que vem o INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – em todo o país começa a cadastrar as famílias acampadas como parte do programa de ordenamento territorial

O principal objetivo é o de identificar toda a malha fundiária do Brasil. Além disso, identificará as terras que estão sendo griladas e as terras da união que possam ser utilizadas com fins de reforma agrária.

Segundo explicou César José de Oliveira, superintendente do Incra no Rio Grande do Norte, a orientação do Governo Federal é que isso seja feito de forma articulada, com todas as instituições ligadas ao processo de reforma agrária.

“Iremos convidar os movimentos sociais, as ONG’s, as instituições governamentais que atuam com a reforma agrária, para identificarmos quais são essas demandas, tanto do ponto de vista de famílias acampadas, que precisam de terras, como também do ponto de vista das áreas de assentamento a serem recuperadas no estado do Rio Grande do Norte”, destacou César José.

CONVITE – Como principal executor da reforma agrária no Brasil o Incra constituirá parcerias nos planos estadual e municipal no sentido de dar mais eficiência a essa ação pública. Essa orientação será levada a diante aqui no estado do Rio Grande do Norte.

O superintendente do Incra/RN revelou que o principal instrumento a ser utilizado na promoção da reforma agrária no Brasil será o processo de obtenção de terras via desapropriação por interesse social.

Um grupo, de pelo menos 200 trabalhadores rurais sem-terra da região Oeste, que no ano passado haviam invadido uma fazenda de projetos da Emparn, aguardam apenas a decisão do Incra em iniciar as desapropriações para serem assentados.

A orientação, segundo César José, é que o processo de reforma agrária seja acelerado, como condição indispensável para que se possa gerar oportunidades de trabalho no campo, melhoria da renda e qualidade de vida.

Órgão quer manter diálogo aberto com MST

O novo superintendente Incra/RN César José de Oliveira disse que estabelecerá uma relação permanente de dialogo com todos os movimentos sociais, entidades de classes e instituições.

Com relação ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), ele afirmou que um dos objetivos da reforma agrária no governo Lula é enfrentar os conflitos sociais de forma democrática e que haverá diálogo constante com os movimentos sociais.

“Os movimentos sociais serão chamados à construir conosco esse novo projeto de reforma agrária e estar conosco avaliando esse processo”, destacou César José de Oliveira.

RELAÇÃO – O novo superintendente do Incra/RN enfatizou que tem trabalhado no sentido de constituir essa relação o mais tranqüila possível com os movimentos sociais no Rio Grande do Norte.

César José vem desde fevereiro participando de encontros em todo o estado com entidades, ONG’s, sindicatos, cooperativas de assessorias técnicas e instituições que atuam na reforma agrária.

Esses encontros têm servido para que o Incra exponha qual é a nova proposta que está em construção e ao mesmo tempo chamando os movimentos para participar desse processo.

Concentração de terras ainda é elevada

No Brasil existem 72 movimentos que lutam pela terra, segundo confirmação de César José, superintendente do Incra/RN. “Isso é fruto do processo de concentração de terras que historicamente existe no país e que não mudou”, diz ele.

De acordo com um indicador que mede a concentração de terras no país, chamada Índice de Gini, que consta do censo agropecuário, a concentração de terras no Brasil em 1920, era de 0,79.

CENSO – O censo agropecuário de 1995-96, chegou à conclusão que o índice que mede a concentração de terras no Brasil era de 0,84. Com os dados cadastrais do Incra de 2000, esse índice chegou a 0,8.

“Isso significa que nos últimos oitenta anos não houve uma mudança significativa na concentração da estrutura agrária brasileira”, explica César José, reconhecendo, entretanto, que no Rio Grande do Norte a demanda por terra é relativamente pequena diante de outros estados.

Ainda segundo ele, há uma forte co-relação entre concentração da terra, concentração de renda, concentração de poder político, o que tem como conseqüência à elevação da pobreza.

  .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Cid Augusto

Editorial

Emerson Linhares

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Rubens Coelho

Sérgio Chaves

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Assuntos do Comércio

Cinema em Foco

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Mundo Digital

Nossa História

Cultura Americana

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você concorda com o programa Fome Zero?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, domingo, 20 de abril de 2003