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As
estradas não recuperadas
O cidadão
que paga os impostos de modo geral e, em
particular o Imposto sobre Veículos Automotores,
o famoso IPVA, deve estar se perguntando
qual a destinação que estão dando ao seu
minguado dinheirinho. Sim, porque, salvo
modificações de última hora, uma das parcelas
pagas pelo contribuinte para o dito tributo,
seria destinado à recuperação das estradas.
E, no entanto nós aqui estamos a braços
com um seríssimo problema de intercomunicação
entre as nossas cidades, graças à situação
imprestável de muitas das nossas rodovias,
especialmente após a instalação do período
chuvoso. A verdade é uma só: a nossa malha
viária está imprestável e necessitada de
uma restauração imediata. A única rodovia
em meio à atuais que foi restaurada, embora
a titulo precário, foi a BR-304, no trecho
Mossoró-Natal. As que são responsabilidade
do governo estadual estão se esmilingüindo.
São centenas
de quilômetros de estradas estaduais carecendo
de investimentos em obras de recuperação,
pavimentação, conservação, a fim de que
seja garantida a necessária trafegabilidade.
A BR-405,
entre Mossoró e Apodi, é um permanente deus-nos-acuda
e já se vão 30 anos. Nada se fez para restaurá-la
completamente.
Nesse contexto,
extinguiu-se o DNER e criou-se o Departamento
Nacional de Infra-estrutura mas, este, ainda
em fase que não marcou presença na vida
pública nacional, não disse, por isso mesmo,
a que veio. Fala-se que agora o governo
estadual teve delegação para executar as
tarefas em algumas das estradas federais
além da suas que possuem o timbre de estaduais.
Pode ser que resida aí um meio mais fácil
de controlar as obras.
A esperança
que resta é de que a delegação desse encargo
resulte na imediata recuperação das nossas
depauperadas estradas que andam necessitadas
de melhor trafegabilidade e de uma melhor
impressão por parte dos que delas se utilizam.
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