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Sucessão
municipal
A decisão
do reitor Walter Fonsêca em anunciar sua
pretensão em disputar a Prefeitura Municipal
de Mossoró (PMM) foi um fato novo na política
diária da cidade. Entretanto, se alguém
foi apanhado de surpresa por essa notícia,
deve-se ao fato de, no PMDB municipal, ninguém
ter iniciado essa discussão.
No acampamento
situacionista o quadro é diferente. Há muito
se especula em torno dos nomes de Cláudia
Regina, Obery Rodrigues e, mais recentemente,
de Fátima Rosado. A presença desses nomes
na crônica diária não se constitui novidade
e é aceita com muita naturalidade. A conversa
que Walter teve comigo, entretanto, repercutiu
pelo fato de ninguém haver tomado conhecimento
prévio dessa pretensão. Mesmo assim, exercendo
cargo público e militando na política há
bastante tempo, não é de estranhar o afloramento
dessa idéia.
Dizer que
o PMDB terá candidato próprio à prefeitura
municipal é confirmar uma decisão tomada
pelo seu diretório, sendo também um desejo
dos seus filiados. Seria precipitação. A
especulação, entretanto, é legítima e bom
que aconteça. Um leque maior de pretendentes
significará um número maior de opções. O
fato positivo da precipitação é que o eleitor
será orientado para, a partir de agora,
formar sua opinião sobre possíveis futuros
candidatos. A partir de janeiro de 2004,
as pesquisas começarão a ser realizadas
e os resultados, como sempre, balizarão
a escolha dos candidatos a prefeito e a
vice-prefeito. Esse, também, deverá ser
o comportamento dos outros partidos que
irão disputar o pleito majoritário municipal.
É possível
que surjam outros nomes desejando disputar
a prefeitura de Mossoró na coligação do
PMDB. Com o tempo, novas pretensões poderão
ser anunciadas, dependendo da articulação
com os outros partidos. Seria negativo a
inexistência de pretendentes a essa eleição,
pois demonstraria a falta de vitalidade
no PMDB ou na Unidade Popular. Agora, é
ficar atento e sentir o rumo que o povo
deseja tomar.
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