Mossoró: de empório comercial a sede da Ficro

A Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO), em Mossoró, que termina hoje, é um dos símbolos da força econômica da cidade. Foram justamente as riquezas naturais e a vocação para o comércio que tornaram esta cidade a segunda maior do Rio Grande do Norte.

Até 1852, Mossoró era apenas uma comarca do município de Assu, mas a lei providencial n.º 246, de 15 de março do mesmo ano, tornou o território da ribeira de Mossoró desmembrado do município de Assu, um novo município, e elevado a respectiva povoação à categoria de Vila de Mossoró. Neste mesmo ano foi eleita a sua primeira Câmara, juramentando-se perante a Câmara de Assu o Reverendo Padre Antônio Freire Carvalho, presidente eleito, o qual no dia 24 de janeiro de 1853, na Vila de Mossoró, tomou juramento aos demais vereadores, declarando em seguida instalada a nova Câmara.

Em 1870 a vila se tornou cidade e daí em diante Mossoró não parou de se desenvolver, em um primeiro levantamento demográfico de 1873, consta que Mossoró tinha, na época, uma população de 7.748 habitantes, sendo que 3.966 homens e 3.782 mulheres. Desse total, 7.730 eram brasileiros e 18 eram estrangeiros. Outros dados que podemos tirar desse levantamento é que do total da população, 7.481 eram livres, enquanto que 367 eram escravos. 1.499 pessoas sabiam ler, enquanto que 6.299 pessoas eram analfabetas.

No início do século XX, a cidade de Mossoró começou a despontar como um dos principais centros comerciais do interior nordestino, envolvendo não somente o oeste do Estado,  mas também territórios do Ceará e da Paraíba, de onde recebia os produtos dos municípios de Catolé do Rocha, Brejo  do Cruz e Sousa, produtos esses que exportava através do porto de Areia Branca. Do Ceará recebia mercadorias vindas do baixo Jaguaribe, onde Aracati estava em decadência. A prova desse desenvolvimento foi o crescimento demográfico registrado entre 1920 e 1927 quando a cidade saltou de 15.000 para 20.300 habitantes, chegando ao 224 mil habitantes registrados na atualização do censo em 2005.

Ainda na primeira metade do século XX, Mossoró era uma das poucas cidades do Estados a contar com mais de uma agência bancária, em 1941, Mossoró já contava com  três agências bancárias: Banco do Brasil, Banco de Mossoró e Casa Bancária S. Gurgel.

Nesse mesmo período Mossoró se destacava como o maior parque industrial do Estado, onde se destacavam duas usinas de beneficiamento de algodão, três fábricas de óleo (sendo duas de oiticica e uma de caroço de algodão) e uma fiação.    

O mercado da cidade era abastecido pelo serviço dos tropeiros que traziam algodão no lombo dos burros para serem descaroçados e prensados. Depois de reabastecidos, eles voltavam para os seus pontos de origem, espalhados pelos Estados da Paraíba, RN e Ceará, levando mercadorias para o abastecimento de suas localidades. Esse comércio, através dos tropeiros, possibilitou o desenvolvimento local em ritmo acelerado, esse meio de transporte teve uma influência muito grande para o desenvolvimento de Mossoró.

Depois disso veio a grande mudança da cidade quando em 1977 foram descobertos os primeiros poços de petróleo, o que impulsionou ainda mais o seu desenvolvimento, sem contar a fruticultura irrigada. Agora o próximo passo é desenvolvimento do turismo através do Pólo Costa Branca, do qual Mossoró é a principal cidade.

Localização geográfica tornou cidade ‘empório comercial’

Situada entre duas capitais, ponto de transição entre litoral e sertão, a localização geográfica de Mossoró foi de fundamental importância para o desenvolvimento da cidade, que em menos de cem anos de existência se tornou a segunda cidade do Estado, o que a tornou um empório comercial, em 1857, antes mesmo de se tornar cidade.

Esse status foi alcançado com a chegada dos navios da Companhia Pernambucana de Navegação Costeira ao porto de Mossoró, em 1857, através de uma subvenção concedida pelo governo provincial, o município se torna o centro de comercialização de uma área que atinge, além dos municípios vizinhos, uma parte do Ceará e também da Paraíba.

A chegada dos navios fez com que comerciantes de outras praças, principalmente de Aracati/CE, viessem a se estabelecer aqui atraídos pelas oportunidades comerciais que Mossoró passa a oferecer. E é esse atrativo que faz com que em 16 de novembro de 1868, o industrial suíço Johan Ulrich Graf se estabeleça em Mossoró com a famosa "Casa Graf", alavancando o seu desenvolvimento econômico com idéias mercantilistas, associadas ao capital aqui investido.  

Com isso, Mossoró se tornou um local de trocas comerciais. Do interior vinha o algodão e as peles de animais; do litoral vinha o sal, a carne seca e o peixe.

Nesse período Mossoró recebia  mercadorias de outras praças, do país e do exterior e embarcava, através de seu porto, a produção regional que se destinava aos mercados nacional e internacional.

 

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Mossoró-RN, de 2005