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GALERIA DE ESTRANHOS

Na última viagem a Londres, tive a sorte de ficar hospedado em um hotel bem localizado. O Grand Trafalgar fica ao lado da Trafalgar Square, de onde se pode percorrer a cidade de Westminster, o Soho, o Circo Picadilly, a Galeria Nacional, o Palácio de Buckingham, o Palácio de São Jaime, o Whitehall, a Ópera Real, a Corte Real de Justiça, e a Estação Vitória, que representam os principais símbolos da Monarquia Britânica. Todos esses pontos contêm parte da história, do Império Britânico aos dias atuais.  Faltava conhecer, de perto, a Abadia de Westminster (sempre perdia o horário das visitas) e o Parlamento Britânico, com a famosa torre do Big-Ben.

A curiosidade maior era em relação a Westminster, local de coração dos reis ingleses, com tumbas de autoridades civis, eclesiásticas e militares.

Houve tempo para visitar o Palácio de Westminster, local de funcionamento da Câmara dos Lords e da Câmara dos Comuns, ou seja, o Parlamento do Reino Unido. O guarda nos encaminhou a um grupo de jovens que nos encaminhou à entrada principal. A segurança é mais rígida que no Congresso Nacional e todos passam pelo detector de metais e apalpação, manobra repetida no acesso à galeria, que é denominada Galeria dos Estranhos. Com tempo limitado, tive que escolher qual das Câmaras queria ver. A dos Lords é mais suntuosa, e guarda a coroa da Rainha. A dos Comuns é a mais famosa. Lembrei-me da figura mostrada pela TV do primeiro ministro Tony Blair discursando, em pé, ao lado de uma grande mesa.

Poucas pessoas estavam na Galeria dos Estranhos. Contei 22 pessoas, o dobro de representantes que participavam da Reunião Ordinária da Câmara dos Comuns. Dos 646 membros do Parlamento, somente onze participavam daquela sessão. Havia um folheto explicativo alertando que há muito trabalho nas Comissões e fora da Câmara. Os parlamentares são submetidos a outras muitas exigências, tratando de assuntos do interesse dos eleitores ou da região que representam. Por isso é que, em determinadas ocasiões, há poucos membros presentes na Câmara. A presidente da sessão sentava em um bonito trono, os deputados sentam em bancos, lado a lado e somente os secretários da sessão usam a tradicional peruca.

Já a Câmara dos Lordes tem um número maior de representantes. São 736 representantes, não eleitos, constituídos por 706 membros da nobreza, dois arcebispos e 24 bispos da Igreja Anglicana. O governo Tony Blair tentou reformar o Parlamento Britânico, removendo os direitos hereditários da câmara alta, mas encontrou resistência, e a reforma estancou. A proposta era introduzir 20% de cidadãos eleitos na Câmara dos Lordes. Como na Câmara dos Deputados, na Câmara dos Comuns falta espaço para acomodar todos os seus representantes. O expediente vai da segunda a quinta-feira e, raramente, às sextas-feiras. Uma diferença é que, às sessões são iniciadas com orações, com participação de todos.

 

 

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