|
Presidente
do IPE defende reestruturação do órgão
Reestruturar
o Instituto de Previdência do Estado (IPE),
para torná-lo eminentemente previdenciário
é o propósito do presidente do órgão, Paulo
Linhares. Ele também defende uma auditoria
nas pensões. Em entrevista à TV Ponta Negra,
no último dia 21, ele afirmou que o instituto
tem um déficit em torno de R$ 18 milhões
e precisa se reequilibrar financeiramente
“para tornar-se efetivamente previdenciário”.
O órgão arrecada mensalmente R$ 6 milhões
com as contribuições previdenciárias e gasta
R$ 24 milhões/mês, somadas as aposentadorias
e pensões.
Para alcançar
o equilíbrio financeiro, ele aponta como
meta a criação de um fundo previdenciário
e estuda, junto com os secretários de Administração
e Planejamento do Estado, possibilidades
para a criação desse fundo. Na opinião de
Linhares, tendo em vista que o problema
do IPE é antigo, o governo anterior deveria
ter reservado uma parcela dos recursos advindos
com a privatização da Cosern para a implementação
deste fundo, a exemplo do fizeram alguns
estados, como Ceará, por exemplo, que destinou
recursos da venda de sua companhia de energia
elétrica para essa finalidade.
“O que
se fez aqui nos últimos anos foi tentar
um desmonte do órgão”, observou. Ele espera
ter o projeto de criação do fundo estruturado
em pouco tempo. “Não vejo outra saída a
não ser essa”, enfatizou. O órgão também
trabalha num levantamento do número de aposentados,
que ainda são pagos pelo Tesouro Estadual,
mas já se sabe, porém, que há 7.128 pensionistas
no Rio Grande do Norte, que recebem seus
proventos exclusivamente, pelo Instituto.
Há distorções,
entretanto, de acordo com Linhares, que
fazem com que algumas pessoas recebam até
R$ 30 mil. “A governadora Wilma de Faria
quer reduzir essa distância para resgatar
uma dívida social’, afirma Linhares. Outra
idéia apontada por ele é a criação de uma
Ouvidoria para melhorar o atendimento no
órgão.
|