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Rosalbismo
avança nos cargos estaduais em Mossoró
O
clima de disputa por cargos na administração
estadual em Mossoró é de nitroglicerina
pura. Os grupos políticos que apoiaram a
postulação da governadora Wilma de Faria,
no primeiro e segundo turno, além daqueles
que por questão de sobrevivência políticas
querem se encostar ao sistema governista
estão se digladiando em busca de uma fatia
maior no “bolo” de cargos do governo estadual.
O descontentamento
por parte do grupo político ligado ao Partido
Socialista Brasileiro (PSB) em relação rosalbismo
é cada vez mais latente, principalmente
se levar em conta a forma como o grupo político
liderado pela prefeita Rosalba Ciarlini
e o ex-deputado Carlos Augusto está avançando
justamente nos cargos direcionados aos socialistas
de Mossoró. “Eu, se pudesse, preencheria
todos os cargos no governo do Estado em
Mossoró”, disse a deputada Ruth Ciarlini
(PFL), deixando claro e evidente que o objetivo
do rosalbismo é “abocanhar” o maior número
possível de indicações, em detrimento aos
grupos políticos que apoiaram Wilma de Faria
desde o início do pleito eleitoral do ano
passado.
O acordo
feito entre as facções políticas que apóiam
o governismo estadual destinaria 50% dos
cargos estaduais para os apoiadores de primeiro
momento em Mossoró, no caso o PSB, PDT e
PGT. Os outros 50% seriam divididos entre
o rosalbismo e o deputado estadual Francisco
José, que já está praticamente engajado
no situacionismo estadual.
“Eles,
como é de conhecimento público, apoiaram
a candidatura de Wilma no segundo turno,
ao contrário de nós, e logo de início foram
contemplados com indicações no primeiro
escalão com Betinho Rosado e Isaura Amélia.
Portanto, não é correto que eles briguem
por mais cargos. E nós, os apoiadores desde
o início, como ficaremos?”, desabafou um
membro da executiva municipal do PSB, preferindo
não se identificar, “para não colocar mais
lenha na fogueira”.
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