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Infraero
vai reiniciar obra de aeroporto em São
Gonçalo do Amarante
BRASÍLIA
– A obra do aeroporto de cargas de São Gonçalo
do Amarante, na Grande Natal, será reiniciada.
A informação foi divulgada ontem pela governadora
Wilma de Faria (PSB), após reunião, em Brasília,
com o presidente da Infraero, Carlos Wilson,
e com o comandante da aeronáutica, tenente-brigadeiro
Luiz Carlos da Silva Bueno. Ainda não há
estimativas do custo total da obra nem prazo
para que seja concluída. O projeto será
custeado pela Infraero e deve ser retomado
imediatamente. A contrapartida do governo
estadual foi a doação do terreno. A obra
estava parada desde o ano passado, devido
a um impasse técnico sobre o fluxo aéreo
no Estado.
Segundo
Carlos Wilson, foi feito um reestudo das
rotas e a conclusão é de que a obra vai
beneficiar o tráfego e propiciar o desenvolvimento
potiguar. “O turismo cresce a cada ano e
com esta obra, dando espaço exclusivo para
o transporte de cargas, também vamos melhorar
o atendimento aos passageiros no outro aeroporto”,
observou. A governadora Wilma de Faria acredita
que o aeroporto de cargas dará uma nova
dimensão à economia do Rio Grande do Norte.
“Teremos
uma pista maior, vamos ter condições de
receber aviões de grande porte e vamos poder,
inclusive, exportar mais. Essa obra será
um marco. O Rio Grande do Norte terá outra
dimensão a partir deste aeroporto”, apostou.
A obra
em São Gonçalo do Amarante foi iniciada
em 1997, com previsão de conclusão em dez
anos. Até o momento, foram investidos R$
20 milhões, mas o trabalho anda a passos
lentos. Somente a terraplanagem foi concluída.
O outro aeroporto do Estado, em Parnamirim,
não é adequado para o transporte de grandes
cargas e já está com excedente no número
de passageiros. O local foi projetado para
receber um milhão de pessoas por ano e,
em 2002, chegou a 1,6 milhão. Também participaram
da reunião no Comando da Aeronáutica os
secretários estaduais de Infra-estrutura,
Gustavo Carvalho; de Agricultura, Iberê
Ferreira; de Indústria e Comércio, Carlos
Alberto Rosado; além do diretor geral do
DER-RN, Delevam Melo, e de deputados federais.
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