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Dinamizando
o museu
Há dias
que a prefeitura de Mossoró anunciou a vinda
de um museólogo à nossa cidade para tratar
da reorganização do acervo do nosso Museu
Histórico e Cultural Lauro da Escóssia.
Não é sem tempo que isso está sendo aguardado,
pois afinal de contas todo o nosso patrimônio
pertencente àquela casa de cultura está
jogado num canto de parede naquele prédio,
tomados pelo abandono. Isso sem falar que
a reativação do museu como tal irá servir
e dar uma contribuição muito grande à cultura
local e regional.
Hoje em
dia circula por aí um novo conceito em museologia
indicando que a sua existência não teria
apenas o fim precípuo de mostrar o acervo
artístico e cultural do passado, mas por
igual, trazê-lo para a realidade atual por
meio de promoções e eventos afinados com
o presente.
Com esse
tipo moderno de atividade compondo o novo
museu este se adaptaria e conectaria as
suas ações do cotidiano com as tradições
propulsoras do passado, da nossa história
e do nosso desenvolvimento cultural, conservando
e divulgando a memória dos mitos, valores
e modelos constituidores da identidade dos
povos.
Da maneira
como agiu a nossa prefeitura com relação
ao nosso museu, reconheça-se que houve um
certo descaso com o patrimônio por ele preservado
que se encontrava quase ao abandono mesmo
depois da inauguração da nova sede do Museu
Histórico e Cultural Lauro da Escóssia.
Também reconheçamos que essa letargia que
dominou o dito museu se deu por culpa única
e exclusiva da prefeita Rosalba Ciarlini
que o abandonou à própria sorte e por isso
muitos objetos preciosos que muito bem poderiam
ser incorporados ao seu patrimônio, estão
nas mãos de particulares e ainda não o foram.
A partir
dessa reorganização a comunidade como um
todo pode dar também uma contribuição muito
boa para compor o nosso museu levando até
ali o legado deixado pelos nossos ancestrais.
E assim Mossoró que, rcconheçamos, nunca
foi muito cuidadosa de modo geral com a
sua história, estaria dando um grande passo
no rumo de uma preservação dos seus valores
que são muitos. Mas que hoje são efetivamente
valores esquecidos que precisam ser resgatados.
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