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Hora
de governar
A governadora
Wilma de Faria recebeu a sugestão de ocupar,
imediatamente, todos os cargos de direção
no Estado. Essa idéia, difícil de ser posta
em prática, resolveria o problema existente
em dezenas e dezenas de repartições, escolas,
hospitais e assim por diante. A manutenção
dos ocupantes oriundos da administração
anterior tem sido ineficaz, pela falta de
autoridade de quem é adversário político.
Contudo, essas chefias têm a obrigação de
exercerem suas funções, até que seus substitutos
sejam indicados.
Em Natal,
o problema é semelhante ao dos outros municípios.
Até agora tem sido cômodo afirmar que tudo
fica por conta da “irresponsabilidade” do
governo anterior. Depois de um certo tempo,
a população não aceitará mais essa explicação.
Escuta-se a mesma coisa, por toda parte.
O Hospital Walfredo Gurgel, pelo que se
diz, está em situação bem pior que antes.
A boa vontade do seu administrador não será
suficiente para superar as dificuldades
que aumentam a cada dia.
Os jornais
divulgam que o “rombo” no Estado chega a
R$ 33 milhões. É preciso detalhar o que
significa esse rombo, pois, somente em uma
Secretaria de Estado foi deixado um saldo
de R$ 45 milhões. É sempre oportuno lembrar
que, quando Garibaldi Filho assumiu o governo,
os salários estavam atrasados em quatro
meses e a folha de pagamento correspondia
a 110% do que se arrecadava. Hoje, os vencimentos
estão em dia e esse pagamento, incluindo
o Poder Legislativo e o Poder Judiciário,
fica em torno de 63%.
Há situações
em que a política pode atrapalhar. A disputa
entre as diferentes facções, embora normais
em toda democracia, estão prejudicando a
administração. A governadora fica de mãos
atadas, observando seus correligionários
disputarem palmo a palmo toda e qualquer
indicação. É importante que Wilma comece
a governar. O tempo está passando e as dificuldades
só tendem a aumentar, podendo levar seus
eleitores a uma grande decepção.
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