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Ainda
resta uma esperança
O desgaste
ora sofrido pelo governo Lula já era esperado
mesmo porque os índices de aprovação registrados
no início de sua gestão estavam acima do
esperado e do ponderável. Aliás, diga-se
de passagem, isso ocorre com todos os governantes.
A própria prática no exercício do poder
é desgastante do ponto de vista de imagem
pública, por conta de decisões conflitantes
assumidas no interior do próprio governo.
Ele registrou quase 84 por cento de aprovação
no início e está com quase 79. A queda não
é tão significativa considerando-se as alegações
já apresentadas e os atropelos que marcam
todo início de governo.
A tendência
é a de que daqui por diante esses índices
venham mais abaixo à medida que forem sendo
tomadas as decisões que digam respeito às
mudanças estruturais todas elas carregadas
de componentes desgastantes. Necessário
é se frisar que a queda na aceitação do
novo presidente também tem raízes na falta
de coordenação de políticas públicas.
Um dos
pilares da atual administração que se imaginava
fosse a área econômica não tem sinalizado
com mudanças substanciais e a especulação
financeira, por exemplo, continua sendo
privilegiada em detrimento da produção e
do esforço dos agentes econômicos para preservação
dos seus empreendimentos. Enquanto o capital
especulativo é premiado, a geração de emprego
e da renda são altamente tributados, evidenciando
um contraste na condução desse tratamento.
O mercado nacional, potencialmente rico,
está deixado de lado. Caso haja uma reversão
nessa visão dos fatos e acontecimentos,
ainda é possível que a população mais pobre,
principalmente, se beneficie um dia das
políticas sociais e econômicas dos governos
no Brasil. Inclusive no governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
Em verdade,
o Brasil vive um momento particularmente
privilegiado, pois estão aí as possibilidades
mais do que concretas de que haja uma virada
de 180 graus na condução da política econômica,
mesmo porque se considera as raízes ideológicas
do novo governo que nos levam a pensar dessa
forma. Aguardemos.
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