Mossoró-RN, quinta-feira 22 de dezembro de 2005

 

Aluízio Alves morre aos 84 anos de idade

Bruno Barreto
Da Redação

Morreu ontem, às 14h55, vítima de falência múltipla dos órgãos o ex-governador do Rio Grande do Norte e ex-ministro de Estado, Aluízio Alves, considerado uma das maiores lideranças políticas do Rio Grande do Norte em todos os tempos.

Aluízio Alves vinha agonizando desde a última quarta-feira quando sofreu uma parada cardiorrespiratória em seu apartamento e foi socorrido pelo Samu que o encaminhou para a Casa de Saúde São Lucas.

Na última sexta-feira, o seu quadro clínico tinha apresentado uma pequena melhora e os médicos já tinham suspendido a medicação de indução a coma, no entanto na madrugada deste sábado o ex-governador apresentou novas complicações e teve a morte cerebral constatada às 9h de ontem.

Durante todo o dia de ontem o clima de comoção era muito grande e a agonia da família Alves durou até a metade da tarde de ontem.

O velório está sendo realizado no Palácio da Cultura, antigo Palácio da Esperança, local onde Aluízio Alves exerceu o cargo de governador do Estado entre 1961 e 1966. O enterro está previsto para às 16h no Cemitério Morada da Paz.

Nascido em Angicos, Rio Grande do Norte, no dia 11 de agosto de 1921, Aluízio Alves estreou na política como deputado constituinte e deputado federal, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), em 1946. Foi reeleito para três mandatos, renunciando em 1961 para concorrer ao governo do seu Estado, o qual administrou até 1966. Apoiou o movimento militar de 1964 e, com a instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Elegeu-se deputado federal por seu Estado, de cumprindo mandato de 1967 e 1969, quando foi cassado e teve seus direitos políticos suspensos, por força do Ato Institucional nº 5 (AI-5), sob alegação de corrupção. O processo em que foi indiciado pela Comissão Geral de Investigações do Ministério da Justiça foi arquivado, em 1973, por falta de provas. Filiou-se ao partido da oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Com o fim do bipartidarismo, ajudou a fundar o PMDB.

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