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Parceria Petrobras-Venezuela inclui construção de refinaria no Nordeste

 

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que entre os planos para os próximos anos da empresa, na estratégia de alcançar a liderança no setor na América Latina, está a parceria com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela).

Segundo Gabrielli, a parceria envolve exportação de etanol, produção de petróleo pesado na Venezuela, construção de uma refinaria no Nordeste brasileiro e exploração de gás e petróleo na bacia do Orinoco, na Venezuela.

Anteontem, a estatal venezuelana anunciou acordo para formar uma empresa mista com a Petrobras, a Petrowayú, que vai operar no campo de La Concepcion, no leste da Venezuela, cuja produção diária é de 12,3 mil barris de petróleo.

Gabrielli esteve ontem na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para apresentar o plano de investimentos da Petrobras 2007-2011. Dos R$ 87,1 bilhões de investimentos previstos, R$ 10,2 bilhões serão destinados para o Estado de São Paulo.

Combustíveis - O presidente da Petrobras reiterou ontem que não há previsão de reajuste de combustíveis nesse ano. O avanço do preço do petróleo no mercado internacional tem gerado especulações sobre a possibilidade dessas altas ao mercado interno.

Segundo ele, o consumidor brasileiro paga na bomba mais do que o americano e os preços no Brasil têm uma estrutura tributária diferente da dos Estados Unidos.

Sobre a compra de gás natural da Bolívia, Gabrielli reiterou que o contrato que vai até 2019 será mantido. O contrato garante a venda de até 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia de gás natural.

A produção de gás em Santos (SP), segundo Gabrielli, está prevista para começar em 2009, o que deve garantir a segurança no atendimento da demanda nacional.

O presidente da Petrobras disse ainda que a estatal brasileira participa de vários grupos que estão analisando o gasoduto Brasil-Argentina-Venezuela-Bolívia.

 

 

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