Mossoró-RN, domingo 16 de julho de 2006

 

Uma seleção medíocre para uma copa medíocre

Finalmente acabou a Copa do Mundo de futebol.

Agora os olhos se voltam para assuntos mais sérios e daqui a pouco ninguém mais vai lembrar do fiasco que foi, para nós brasileiros, a presença da nossa seleção neste torneio.

Desde o primeiro jogo, contra a Croácia, o Brasil mostrou o que seria durante toda a Copa, um time apático, sem brilho e sem futebol.

Ganhou de 1 a 0 no maior sufoco e adotou um discurso que seguiria durante toda a competição: "O importante é ganhar".

No segundo jogo não foi diferente, o time ganhou, mas não agradou. Fred, num destes lances que só acontecem raríssimas vezes na vida de um jogador, entrou no segundo tempo e deu alívio ao time depois que Adriano abriu o placar sofridamente no início do segundo tempo.

Nada de belo, nada de mágico, nada de nada.

Mas nós, brasileiros, gostamos mesmo de nos iludir, e eu, que entendo tanto de futebol como de engenharia nuclear, avaliava que apesar daquela seleção fosca que nós tínhamos, as outras também não jogavam lá grande coisa e isto poderia ser a nossa redenção.

Contra o fraco Japão, de Zico, a seleção brasileira teve pela primeira vez cara de seleção brasileira, mas talvez não pelos seus méritos, mas pelo demérito do adversário.

Gana, se não tivesse entrado tão assustada contra o Brasil, se não tivesse tido medo da nossa camisa amarela e dos nossos amarelos jogadores, talvez tivesse nos mandado para casa mais cedo.

Em busca de recordes bobos, tudo era motivo para anotações na caderneta individual de cada jogador.

Mas ganhamos. Ainda assim eu via que por outro lado as outras seleções não jogavam bem, então desta forma, nós não éramos os melhores, éramos os menos ruins do campeonato.

Mas a França me mostrou que eu estava errado, diante da apatia de todas as seleções nós conseguimos um feito incrível, ser pior que elas.

A França poderia ter ganhado o jogo por W.O., a seleção brasileira não entrou em campo.

Parei de assistir aos jogos, mas vi alguns lances das partidas finais, realmente não havia o chamado "futebol arte" nesta Copa, ganhou quem tinha que ganhar, porque alguém tem que ganhar.

E o Brasil? O Brasil foi apenas mais uma seleção medíocre em uma Copa medíocre.

...et cetera e coisa e tal...

Do historiador e presidente da Academia Apodiense de Letras, Marcos Pinto, sobre as luzes apagadas do Teatro Dix-huit Rosado: "O que é isto, um casarão mal-assombrado? Realmente é uma estrutura muito bonita para ficar no escuro durante a noite.

Alguns postos de combustível de Mossoró estão vendendo gasolina de até R$ 2,52. Nestes tempos bicudos, muito bom para o consumidor. Porém, é bom atentar para a qualidade. É como diz o dito popular: "Quando a esmola é grande o santo desconfia."

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