|
Há exatamente 30 anos, em um acidente
automobilístico, morria Juscelino Kubitschek de Oliveira,
ex-presidente da República. Certamente o Brasil vai
lembrar das mais de 100 mil pessoas que compareceram
ao cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para dar
o último adeus ao presidente "bossa nova",
ao construtor de Brasília, ao presidente dos "cinqüenta
anos em cinco.
É bom lembrar que essa mega-manifestação,
para os padrões da época, era um grito contra a odiosa
ditadura militar, cujas mãos negras pairam suspeitas
sobre o acidente automobilístico que matou JK.
Senador entre 1961 e 1964, o político
mineiro morreu quando viajava de carro de São Paulo
para o Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no quilômetro
165 da rodovia Presidente Dutra. As suspeitas de que
poderia não ter sido um acidente e sim um atentado perduram
até hoje.
O inquérito policial do acidente informa
que o Opala 1970, no qual estava o ex-presidente, era
conduzido pelo motorista Geraldo Ribeiro, que trabalhava
com JK desde 1940. Um ônibus teria atingido o automóvel
por trás que, desgovernado, teria atravessado o canteiro
central e batido de frente com uma carreta que vinha
no outro lado da pista.
Nascido em Diamantina, em Minas Gerais,
Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República
em 1955, priorizando a expansão industrial e urbanística
brasileira. Mas foi a construção da nova capital Brasília,
que chamou mais a atenção para seu governo. Com o projeto
urbanístico de Lúcio Costa e obras arquitetônicas de
Oscar Niemeyer, Brasília foi inaugurada por JK em 21
de abril de 1960.
|