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O Rio Grande do Norte fechou, com compradores
dos Estados Unidos e Canadá, um contrato de operação
comercial do mel no valor de US$ 1 milhão. O montante
é equivalente a 700 toneladas do produto, que corresponde
a 10% do mel exportado, pelo país no ano passado.
No ano anterior, o Estado exportou
apenas 40 toneladas de mel de abelha, correspondente
à US$ 50,4 mil.
Durante a abertura da Feira Industrial
e Comercial do Rio Grande do Norte (Ficro), o diretor
nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae), César Rech, disse, entusiasmado com
a notícia, que o acordo é resultado do trabalho do Sebrae
junto ao governo do Estado.
HISTÓRICO - Desde 2004, o setor de
apicultura no Rio Grande do Norte vem sendo contemplado
com ações e incentivos fiscais do governo do Estado
para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva.
Entre estas ações destacam-se os benefícios
assegurados pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento
Industrial (Proadi) e a isenção do ICMS nas saídas internas
do mel de abelha produzido no Estado, reduzindo a alíquota
de 17% para zero, capacitação, assistência técnica e
apoio na instalação de novos apiários para os pequenos
produtores implementados a partir de projetos do Programa
Desenvolvimento Solidário, que vem gerando emprego e
renda na zona rural do Estado.
MOSSORÓ - A cidade de Mossoró, por
exemplo, passou a contar, desde 2004, com o Entreposto
de Mel Brasil, que culminou justamente com essa exportação
do produto e com a geração de emprego e renda.
O Entreposto opera no processamento
do mel de abelhas, seguindo normas técnicas do Ministério
da Agricultura e tem capacidade para beneficiar 2.000
toneladas por mês.
"Só com a concessão de regimes
especiais e os incentivos do Proadi foram gerados mais
de 40 mil empregos diretos no Rio Grande do Norte. Se
computarmos as obras estruturantes, a construção de
casas populares e os programas para jovens, como o Primeira
Chance, foram gerados mais de 150 mil empregos no Estado",
contabilizou Wilma de Faria.
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