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Juiz federal obriga Google a excluir quatro comunidades do site Orkut

 

O Google foi obrigado a excluir quatro comunidades do site de relacionamentos Orkut. A medida foi expedida pela Justiça de Minas Gerais na última sexta-feira. Essas comunidades estariam comercializando e instigando o consumo de lança-perfume, o que é proibido no Brasil por ser considerado um entorpecente.

O juiz federal João Batista Ribeiro ainda determinou que o conteúdo das comunidades sejam preservados para auxiliar as investigações, mas instituiu uma multa de R$ 334.000 por cada comunidade caso a decisão seja descumprida. O Google tem 10 dias para recorrer.

A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais no início de junho. O juiz considerou: "Não é possível que uma rede social que possui aproximadamente 10 milhões de usuários no país atinja público de menor maturidade, especialmente crianças e adolescentes, sujeitando-os a efeitos socialmente indesejáveis em sua formação ou no seu comportamento".

As comunidades ligadas ao lança-perfume no Orkut são "Promoter", "John Lennon Winston", "Paulo Dias", "Bruno Bonfá". A decisão de Ribeiro impede a prática do crime enquanto a decisão definitiva não sai.

A empresa se defende. "O Google considera de extrema importância o problema relacionado ao conteúdo ilegal no Orkut e desenvolve constantemente novas ferramentas para detectar e remover conteúdo impróprio no site, assim como outras medidas para combater novos abusos quanto ao uso do serviço", afirma o comunicado da empresa.

OPINIÃO - O universitário Nilo Thiago disse que algumas comunidades não têm utilidade nenhuma. "Servem somente para afirmar a posição de um usuário em relação a algo. Tanto que o nome da maioria é 'Eu amo isso' ou 'Eu odeio aquilo'", opinou.

Ele destacou ainda que não considera só o Orkut como uma terra sem lei. "O 'problema' é a própria Internet. Não ela em si, mas seu uso", frisou.

De acordo com Nilo, a exclusão de comunidades não vai interferir na onda de crimes pelo Orkut. "Acho que estão começando pelo lugar errado", destacou. "A Internet é uma extensão do meio real. Problemas sociais são expostos todos os dias na Internet, é um reflexo. Se tentarem boicotar as comunidades, outros meios irão surgir", complementou.

Já o promotor Mário Filho destacou que há algumas comunidades produtivas, outras sentimentais e até mesmo de recordações da infância e outras com conteúdo impróprio. "São muitos momentos felizes que marcaram uma geração", argumentou.

Ele considerou que do mesmo jeito que há comunidades com respeito, também há aquelas que infringem a lei de forma descarada.

 

 

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