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Alexandro Gurgel De
Natal, especial para O MOSSOROENSE
O ministro da Secretaria
Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República
(Seap), Altemir Gregolin, esteve reunido nesta segunda-feira
com pescadores e carcinicultores do Rio Grande do Norte.
Durante a manhã em
Extremoz, o ministro visitou o Centro Tecnológico do
Camarão, estrutura cuja implementação teve recursos
destinados pela Seap. Em Caraúbas, Gregolin teve um
encontro com pescadores artesanais, entregando as primeiras
“Carteiras do Pescador” do Estado. “As novas carteiras
são impressas em papel-moeda, para evitar falsificações.
Elas foram elaboradas a partir do recadastramento nacional
dos pescadores”, ressaltou o ministro.
Segundo o ministro
Altemir Gregolin, o trabalho para recadastrar todos
os pescadores artesanais do país foi necessário para
atualizar e também para moralizar o cadastro, identificando
e eliminando o registro de “falsos pescadores” que recebiam
benefícios indevidamente. O ministro afirmou que o recadastramento
está em fase final e que, em setembro, começa a distribuição
das novas carteiras aos outros Estados.
Nesta terça-feira,
o ministro participa do peixamento de viveiros no Pólo
de Tilápia da comunidade de Aracati, em Touros. Em seguida,
Gregolin segue para Rio do Fogo, onde participa do lançamento
do Programa de Desenvolvimento das comunidades Costeiras.
De acordo com o ministro, o programa é realizado em
parceria com a Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e Agricultura (FAO) e é o maior projeto
em andamento no país para o fomento ao crescimento sustentável
da maricultura (fazendas de criação de frutos-do-mar).
Conforme Altemir Gregolin,
o programa é destinado a gerar renda, trabalho, qualificação
profissional e melhoria das condições de vida das comunidades
através do desenvolvimento do cultivo marinho (algas,
camarão, ostras, mexilhões ou outros organismos aquáticos).
Com orçamento de US$
5 milhões a serem investidos nos próximos cinco anos,
o projeto começa a ser implementado no Rio Grande do
Norte e em mais dois Estados do Nordeste (Ceará e Paraíba).
Rio do Fogo será a
primeira comunidade atendida no Estado. Lá os moradores
serão capacitados para cultivar algas. “Hoje, a alga
é extraída do ambiente natural pelas algueiras da região.
O cultivo vai garantir mais renda e sustentabilidade
ambiental à atividade”, garantiu.
A meta agora é consolidar
as ações que estão em andamento
Altemir Gregolin assumiu,
em 3 de março, a Secretaria Especial da Aqüicultura
e Pesca. O novo ministro substitui José Fritsch, que
pediu exoneração do cargo.
Gregolin, que até então
era o secretário-adjunto da Seap, passou a integrar
a Pesca em novembro de 2004, como subsecretário de Desenvolvimento
de Aqüicultura e Pesca. Veterinário com especialização
em administração rural e mestrado em Desenvolvimento,
Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro (UFRJ), o novo ministro é professor
da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó),
de Santa Catarina, desde 1996.
Em 1997, Gregolin foi
convidado por Fritsch, então prefeito de Chapecó, para
coordenar a implantação do orçamento participativo na
cidade. O catarinense continuou na administração como
secretário municipal de Fritsch nos seus dois mandatos,
comandando as pastas da Administração e Fazenda e Planejamento
e Urbanismo. Foi também secretário de governo e chefe
de gabinete.
Nascido em Coronel
Freitas (SC), Gregolin tem 42 anos e integra o PT desde
1985. Em 2002, disputou a eleição à Assembléia Legislativa
catarinense e é suplente de deputado.
O ministro conhece
bem as necessidades dos pescadores e aqüicultores brasileiros.
Foi ele quem coordenou a 2ª Conferência Nacional de
Aqüicultura e Pesca, que reuniu mais de 2 mil pessoas
em Luziânia (GO) para discutir e formular propostas
para o fortalecimento da pesca artesanal e industrial
e da aqüicultura.
Agora, o compromisso
é a consolidação das ações que vêm sendo desenvolvidas
pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca e a
efetivação das decisões tomadas na Conferência, afirma
Gregolin.
Desenvolvimento sustentável,
inclusão social, aumento da produção, da renda e do
consumo de pescado são as bases das políticas adotadas
pela Seap desde a sua criação, em 2003, implementadas
a partir da 1ª Conferência Nacional de Aqüicultura e
Pesca e consolidadas na 2ª Conferência.
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