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Transparência antes de tudo

A chamada "blindagem" vem sendo a prática mais corriqueira vista nestes últimos dias em solenidades públicas das quais participa a prefeita Fafá Rosado. A chefe do Executivo municipal vem sendo isolada pelos seus "seguranças" e, por orientação de seus chefes de equipes, para ficar o mais possível distante de repórteres pelo fato de que ela não deseja se envolver em temas polêmicos que dizem respeito à sua gestão. Aliás, não são temas polêmicos. São na verdade aspectos da administração pública que não só podem como devem obrigatoriamente ser debatidos pela população de modo geral e por quem é, no frigir dos ovos, a quem compete discutir isso mesmo, que é a própria prefeita. Mas, infelizmente, a transparência não vem sendo o forte da atual gestão, como decerto não foi no período de sua antecessora Rosalba Ciarlini.

E o que mais se deseja esclarecer hoje em dia é justamente alguma coisa que diz respeito à gestão anterior no que toca ao "desaparecimento" de três ambulâncias. A ex-prefeita Rosalba Ciarlini convocou a imprensa para uma "entrevista coletiva" que nunca houve porque não foi concedida quando ela própria não deu oportunidade a ninguém fazer colocações e também não respondeu a uma só pergunta dos repórteres do O Mossoroense, Os demais que lá se encontravam só fizeram balançar a cabeça e não lhes indagaram nada em torno do tema que havia sido anunciado como sendo aquele que iria embasar a tal "entrevista".

A atual prefeita Fafá Rosado, que nunca deu um só pio sobre esse assunto, até que se dispôs, quando da abertura da Ficro, dizendo que após a solenidade ela iria falar abordando o tema. Mas, veio a "ordem superior" e ela já deixou o ambiente cercada pelos "seguranças" e assim não deu uma só palavra em torno do assunto.

Assim fica difícil para a comunidade fazer um juízo de valor em torno de determinados temas que dizem respeito a administração pública, porque as suas principais autoridades deles só querem distância. Enfim, discuti-los com quem?

A primeira coisa que um gestor público deve colocar como compromisso seu com a comunidade que o elegeu é a transparência absoluta dos seus atos. Quando se começa a usar de filigranas, subterfúgios, a fazer arrodeios, a não e enfrentar a cidadania cara a cara, a deixar de tratar as coisas abertamente, aí está dando margens a dúvidas que poderão, mais dia, menos dia, levar às mais diferentes interpretações. E interpretações que comprometem o governo. E é isso o que estamos vendo presentemente em Mossoró.

 

 

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