Mossoró-RN, domingo 20 de agosto de 2006

 

ENOAL I - à guisa de explicação

“Lutar com palavras
}é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã”.

Drummond

Foi em meados de junho último que mantive os primeiros contatos com o escritor e dentista Rubens Azevedo, presidente da Sociedade Brasileira de Dentista Escritores (SBDE), e idealizador do Encontro Norte e Nordeste de Autores Literários (Enoal) que se aproximava da sua quarta edição.

Anteriormente o evento já havia sido realizado em Natal, Fortaleza e João Pessoa, respectivamente, e, agora, imaginava-se que a “capital da cultura do oeste potiguar” seria o lugar ideal para sediar esta nova edição.

Na ocasião, expliquei-lhe que, sozinho seria impossível organizar algo desta natureza, mas que entraria em contato com os representantes das demais instituições culturais da cidade e que procuraria ver com estes, as melhores condições para a feitura do evento em Mossoró, o que foi amplamente acatado por todos.

Acertamos que a data mais apropriada seria durante o período da “Feira do Livro de Mossoró”, visto que é um encontro de autores, dentro de uma feira literária, nada mais em comum.

Rubens reuniu-se com Rilder Medeiros, organizador da “Feira de Mossoró” muitos dias antes da realização dos dois eventos e ficou acertado entre ambos a divulgação conjunta (Feira/Enoal), inclusive questionando-se a participação de pessoas que estariam nas duas programações e concluindo-se que nada havia demais que fizessem palestras na mesma semana, visto que os temas eram diferenciados.

Eis que chegou a Feira e eu procurei uma vírgula que fosse sobre a programação do Enoal. Nada. Nenhuma menção ao evento tão discutido anteriormente.

Ainda na tarde do dia 8, primeiro dia da Feira, encontrei-me com Rilder, este que já havia falado com Rubens e acertado que na solenidade de abertura também seria citado a realização do evento da SBDE naquele período, acerto que também não foi cumprido.

Às pressas improvisei uma programação impressa e a distribui entre os transeuntes, numa tentativa última de fazer repercutir aquele evento. Tudo em vão.

Um sistema de auto-falantes da organizadora oficial não tinha funcionalidade, só servia de enfeite. Muitas foram as vezes que tive que pedir para divulgarem uma coisa ou outra.

Funcionários da Estação das Artes ignoravam a realização daquele encontro de escritores e mesmo com o auditório sendo utilizado bem embaixo das suas ventas, teimavam em deixar os portões fechados e alguns até desconheciam as nossas presenças naquele ambiente.

Quero, por tudo no mundo, crer que não houve má vontade por parte dos organizadores da prima rica, a “Feira de Mossoró”, apesar de todas as aparências indicarem isto. Quero não polemizar, porque de nada mais adianta reclamar, mas quero deixar explícita a minha indignação com a indiferença com a qual fomos tratados.

Por último, quero agradecer àqueles que mesmo diante de uma platéia ínfima não mediram esforços para tecer comentários riquíssimos para o engrandecimento da verdadeira cultura desta cidade.

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