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MOSSORÓ/VALE DO AÇU - Está agendado
para hoje, na sede da Subdelegacia Regional do Trabalho
(Sub-DRT), em Mossoró, a primeira rodada de diálogo
entre representantes de patrões e empregados do setor
agroindustrial do Vale do Açu e Oeste do Estado.
A confirmação foi dada pelo presidente
do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Assú, agricultor
José Félix da Silva, Zé da Viúva. Ele recebeu uma correspondência
procedente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura
do Rio Grande do Norte (Fetarn), definindo a data para
a abertura das negociações em torno da pauta de reivindicação
dos operários rurais.
Esta pauta reivindicatória foi definida
pelos sindicatos trabalhadores rurais de algo em torno
de 12 cidades em consenso com a diretoria da Fetarn.
Embora enumere uma série de itens, o ponto mais primordial
da pauta é o piso salarial dos operários rurais que
foi aprovado em R$ 450. Zé da Viúva destacou que a pauta
foi aprovada de forma unânime por todas as entidades
sindicais que promoveram dia 31 de julho assembléias
gerais com este propósito. Ele ressaltou que, naturalmente,
todos os itens da pauta são importantes, mas logicamente
o que chama mais atenção é o piso salarial da categoria,
que é com o salário que todos garantem seu sustento
e o de suas famílias.
ESPERANDO - O presidente do sindicato
rural de Assú disse que a expectativa é de que se possa
ter uma negociação mais ágil do que a que aconteceu
em 2005. Ele deixou claro que a categoria dos trabalhadores
vai tentar garantir todas as cláusulas da pauta aprovada
legitimamente durante as assembléias gerais.
O documento aprovado pelos sindicatos
rurais e referendado pela Fetarn deverá ser analisado
pelos empregadores que apresentarão algumas contestações
na forma de contraproposta.
A intermediação da Sub-DRT objetiva
procurar encontrar um denominador comum entre as partes
e o primeiro capítulo está agendado para esta terça-feira,
a partir das 10h.
O líder sindical rural admitiu que
dificilmente haverá definição em torno da pauta nesta
primeira rodada de negociações. "Com certeza haverá
a necessidade de pelo menos duas ou três rodadas antes
de batermos o martelo em torno de tal questão",
declarou Zé da Viúva.
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