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O algodão voltou a ser tema de discussão
durante reunião acontecida ontem, na Secretaria do Desenvolvimento
Econômico - SEDEC, com produtores de algodão e empresários
consumidores.
Na pauta, a discussão de um sistema
de produção integrada através da organização da cadeia
produtiva. A idéia inicial é aumentar a área de plantio
do algodão para atender o consumo das empresas têxteis
e de derivados do algodão instaladas no Rio Grande do
Norte.
Hoje a produção de algodão no Estado
é insuficiente para atender a demanda das indústrias
que utilizam o algodão como matéria-prima. Enquanto
as empresas têxteis consomem 50 mil toneladas/ano de
pluma de algodão a produção prevista para este ano,
no Rio Grande do Norte, é de 3.400 toneladas.
Para atender esta demanda é necessário
o aumento da área produtiva de 18 mil para 150 mil hectares.
Segundo o secretário da Sedec, Thiago
Simas, há um descompasso entre a produção e o mercado
de algodão hoje no Rio Grande do Norte, as empresas
do setor têxtil, torta para gado óleo vegetal, estão
consumindo matéria-prima de outros Estados porque a
produção local não consegue atender a demanda. Surge
assim a necessidade de organizar a estrutura de produção
do algodão no Estado.
Nessa primeira reunião foram apresentadas
sugestões como a utilização de assentamentos rurais
para o plantio de algodão aliado a um projeto de extensão
rural, que deve ser elaborado pela Secretaria Estadual
da Agricultura, em parceria com Emparn e Emater.
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