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Chuvas
deixam estragos na periferia de Mossoró
As
chuvas trazem muita alegria ao homem do
campo, porém na zona urbana o inverno nem
sempre é bem-vindo. É que as chuvas acabam
provocando muitos estragos nos locais onde
a população ainda não tem acesso à urbanização
que inclui casas de alvenaria, ruas pavimentadas
e sistema de esgotos sanitário.
Um exemplo
dos prejuízos causados pelas chuvas pode
ser constatado na Favela da Esam, Alto de
São Manoel – zona leste de Mossoró. No local
as ruas sem qualquer estrutura ficam completamente
alagadas e os transtornos para os moradores
são incalculáveis chegando até mesmo a deixar
algumas famílias ilhadas.
O acúmulo
de água de chuva nas ruas representa um
grande risco à saúde dos moradores, visto
que os moradores ficam expostos a doenças
como a leptospirose, doença provocada pela
urina do rato. No caso da Favela da Esam,
onde os barracos não contam com banheiros,
a situação é ainda mais precária e os riscos
são maiores.
De acordo
com a doméstica Salete Maria de Medeiros,
que tem duas crianças, o medo de contrair
doenças devido aos alagamentos provocados
pela chuva é compartilhado por todos os
moradores. “Eu tenho duas crianças em casa
e temo que a qualquer momento uma delas
fique doente e eu não posso evitar”, diz.
Salete
ressalta que quando a chuva é muito forte,
a sua casa fica alagada e o número de mosquitos
aumenta neste período. De acordo com ela,
a filha menor, de apenas 3 anos, tem alergia
a picada de mosquito e fica com a pele ferida.
“Esse é só um dos problemas”, desabafa.
A falta
de banheiros nos barracos da Favela da Esam
pode até mesmo ser citado como o maior problema
da comunidade. Sem latrinas, os moradores
jogam as fezes a céu aberto, o que contribui
para a proliferação de insetos e moscas.
“Quando chove aqui, o mau cheiro é insuportável,
mas temos que suportar, porque não temos
para onde ir”, acrescenta Salete.
Programa
de erradicação de casas de taipa se mostra
insuficiente
Apesar
de muitas casas populares já terem sido
distribuídas a famílias carentes através
do Programa de Substituição de Casas de
Taipa, que conta com financiamento do governo
federal, muita gente ainda sofre com o problema
de habitação. A favela da Esam é um exemplo
disso.
Mas, de
acordo com o projeto da Secretaria de Desenvolvimento
Territorial e Meio Ambiente (SEDETEMA),
a substituição de casas atende as áreas
mais necessitadas. Segundo a secretária
Kátia Cardoso Pinto, o município já conseguiu
erradicar algumas favelas e o programa continuará
a ser desenvolvido.
Quanto
ao programa de pavimentação de ruas, no
início deste ano, a prefeitura anunciou
vários contratos de obras de calçamento
em vários pontos da cidade. De acordo com
a secretária, o que é possível ser melhorado
está sendo.
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