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PMDB
independente
A revista
Veja, desta semana, publica reportagem mostrando
que o governo Lula tem muito gogó e pouca
ação. E mostra a série de desentendimentos
entre os seus correligionários e a falta
de confiança em atrair novos apoios. Enquanto
isso, o tempo vai passando e as decisões
não chegam ao brasileiro. Alguns dos seus
representantes insistem em dizer que Lula
recebeu uma herança muito pesada de FHC
e, nessa posição, vão terminar culpando
as tribos indígenas que não tiveram a competência
de desenvolver o país. O discurso da oposição,
se sustenta basicamente na confiança popular
de Lula, não há idéias e o gerenciamento
é péssimo.
O acordo
com o PMDB, que era para ontem, ficou para
a semana que vem. A conversa com o presidente
queimou várias oportunidades pois, ele somente
poderia sentar à mesa para negociar se tivesse
certeza de que o desfecho seria favorável.
Terminou pedindo o apoio, mas o PMDB teria
que esperar até abril de 2004. Algum ministro
deverá sair disputar eleições municipais,
ficando a vaga para o partido. Enrolação?
Inocência? Inabilidade? Nada disso, o presidente
estava acompanhado de políticos tão experientes
quanto ele, como José Dirceu, José Genoino
e Aldo Rebelo. Lula pediu para comparecer
à reunião da bancada, para pedir apoio ao
partido.
Por enquanto,
o PMDB participara dos fóruns de formulação
política do governo, como o Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social e o Conselho
de Segurança Econômico e Social. Faria parte
de um colégio de líderes governistas ainda
por ser formado. Os líderes peemedebistas
informaram que o partido não pretende esperar
até dezembro, e vai assumir posição de independência.
Votará nas reformas que ainda não chegaram,
mas dificultará a tramitação de outras matérias.
Assustado, o presidente da Câmara, deputado
João Paulo (PT), alerta que, sem a maioria
parlamentar, não conseguirá conduzir favoravelmente
os trabalhos da Casa.
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