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Mossoró
perde a ilustre figura de Aldenor Nogueira
EMERSON
LINHARES Editor-chefe
Cearense
de Cascavel e nascido em 18 de agosto de
1922, morreu na madrugada de ontem Aldenor
Nogueira.
O veterano
radialista, que chegou a Mossoró em companhia
dos pais aos três anos de idade, enfrentava
há meses problemas cardíacos.
Aldenor,
apesar de ter nascido no vizinho Estado,
disse certa vez que uma das maiores honras
de sua vida era ter sido registrado como
mossoroense.
Além da
militância no rádio, Aldenor Nogueira teve
um início de vida de muita luta e sacríficio,
oportunidade em que vendeu jornais, foi
professor de alfabetização de adultos do
Tiro de Guerra e no 2o Batalhão de Polícia
Militar, ambos sediados aqui na cidade,
e foi subchefe do Juizado de Menores.
Possivelmente
um dos seus grandes feitos, claro e logicamente
o de ter criado 21 filhos – dos quais 20
ainda estão vivos – foi ter se apresentado
como voluntário na época da 2a Grande Guerra
Mundial.
Isso muito
o orgulhava, mesmo que de imediato tenha
sido rejeitado como combatente, mas pouco
tempo depois foi convocado e serviu em Natal.
Em entrevista
ao jornalista Rubens Coelho, que reuniu
no livro “Quem fez, quem faz – Uma contribuição
para a história de Mossoró”, uma coletânea
de entrevistas a um jornal local, Aldenor
confessara o seguinte: “Levo uma vida regular,
embora na juventude tenha sido um pouco
desmantelado porque bebia muito na juventude.
Não invejo quem aproveitou a mocidade. Eu
era pobre, pequeno, mas soube aproveitar
um bocado minha vida. Hoje estou com a idade
um pouco avançada, mas sempre com um espírito
jovem”. Os percalços não tiraram-lhe a felicidade.
O pracinha,
além dos filhos e do terceiro casamento,
deixa mais de 50 netos e 4 bisnetos.
Aldenor
alistou-se para combater na 2ª Guerra
Por amor
à sua pátria, Aldenor Nogueira alistou-se
para combater na Segunda Grande Guerra contra
a Alemanha de Hitler.
Convocado
no dia cinco de dezembro de 1942,
Aldenor – que se considerava fã número 1
do glorioso Exército Nacional – por pouco
não foi para a Itália.
Não fosse
dois dentes careados – os responsáveis para
que a junta norte-americana o rejeitasse
– com certeza seria um dos heróis em solo
europeu.
“Mas de
qualquer jeito permaneci no glorioso Exército
Nacional. Fui deslocado por todas essas
praias. Perdi muitas noites de sono, vigiando
com meus companheiros. Com companhias, sargentos
amigos vigiando o litoral brasileiro para
que o audacioso inimigo, que era o eixo,
os três países - Itália, Alemanha e Japão
– não tomasse a base de Parnamirim.
Por muitos
anos, Aldenor Nogueira cuidou com esmero
do museu da Segunda Guerra, sediado no Tiro
de Guerra 07-010. Três dos seus filhos são
militares.
Vereador
por quatro legislaturas
O rádio
foi uma paixão na vida de Aldenor Nogueira,
afinal, 46 anos foram dedicados a este meio
de comunicação. Também o glorioso Exército
Nacional teve o seu lugar no coração do
decano do rádio mossoroense.
Espaço
também não faltou para a política. Vereador
por quatro legislaturas, trabalhou em uma
época onde edil não tinha direito a salário,
as sessões eram de segunda a sexta-feira
e se faltasse a cinco delas pederia o mandato.
Depois
que aposentou-se da política, Aldenor teve
o seu trabalho continuado por intermédio
de seu filho, o vereador Jório Nogueira,
que está em sua segunda legislatura.
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