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Campanha
nas ruas
Existe
alguma coisa de diferente no comportamento
do servidor público, em relação às movimentações
envolvendo a anunciada reforma da Previdência.
São mudanças profundas que até bem pouco
tempo eram motivo para mobilizações monstruosas,
com caravanas vindas do Brasil inteiro,
desembarcando em Brasília, às portas do
Congresso Nacional. Os servidores públicos
perderam um grande baluarte. Deixaram de
contar com o apoio do Partido dos Trabalhadores
(PT), sempre na linha de frente dessas mobilizações.
Atualmente, mesmo que alguns dos seus membros
se manifestem contrariamente à reforma,
terão que permanecer calados, por obediência
aos critérios partidários. Sendo assim,
as bandeiras vermelhas com a estrela central
estarão de fora das manifestações públicas.
Conhecedor
do desgaste que terá de assumir, repetindo
o que fez o ex-presidente FHC, o presidente
Lula esclarece que essa reforma foi solicitada
pelos governadores estaduais. Todos eles,
sem exceção, estão apoiando e solicitando
urgência em sua aprovação. A situação, dita
insustentável, dos órgãos da previdência
estadual estrangulam suas administrações.
Por isso, tudo que vier para aumento de
caixa será bem recebido.
É verdade
que existem aposentadorias milionárias,
como é o caso de um cidadão carioca que
recebe R$ 89.670,00 (oitenta e nove mil,
seiscentos e setenta reais). O certo, seria
corrigir essas distorções e garantir o direito
de quem, pertencendo à classe média, planejou
sua carreira, preferindo o setor público
ao privado, onde os salários quase sempre
são bem superiores. O sistema de aposentadoria
do servidor público pode ter sido um dos
motivos compensatórios para a permanência
nesse setor. Depois, ao longo de oito meses
sem aumento salarial, ganhando este ano
correção de um por cento (1%), como
explicar retirar, de saída, onze por cento
(11%) desse trabalhador assalariado? A esperança
do servidor público é transferido ao Supremo
Tribunal Federal que, das vezes anteriores,
declarou a mudança inconstitucional. Espera-se
que o STF mantenha essa mesma posição, caso
o Congresso vote por essa Reforma da Previdência.
PLANOS
Pesquisa
revela que 84% dos 35 milhões de consumidores
estão satisfeitos com os seus planos de
saúde. Dos 2.700 entrevistados, 21,5% precisaram
de consultas, 21,5% de internações e 74,8%
de exames.
INJUSTIÇA
Para o
presidente do PMDB, Aluízio Alves, culpar
a oposição pelo processo aberto contra a
governadora Wilma, pelo procurador geral
da República, é injustiça ou ignorância.
FIDELIDADE
Câmara
dos Deputados vota alteração no regimento;
os presidentes e vice-presidentes de comissões
temáticas da Câmara perderão as funções
se mudarem de partido durante o mandato.
GUERRA
Declarada
guerra entre o rosalbismo e o grupo do deputado
Francisco José. Na Assembléia, o jogo é
empate, cada um tem um voto.
PREVIDÊNCIA
Hoje, pessoas
com 65 anos ou mais - representam 8% da
população. Em 2030 serão 20% dos brasileiros.
Hoje,
o governo sofreria derrota fragorosa na
votação da reforma da Previdência. Mais
da metade dos deputados votarão contra a
proposta governamental.
Candidatos
à Câmara Municipal visitando de casa em
casa. Alguns se surpreendem com o que escutam
do eleitor. Muito interessante, mesmo.
Prefeitos
municipais reivindicando mais atenção por
parte de Brasília. Querem participar da
reforma tributária e espaço nos salões do
Congresso, para discussão de assuntos de
interesses de suas cidades.
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