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Exportações do Rio Grande do Norte crescem 6,6% no primeiro semestre

 

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento,  Indústria e Comércio divulgou o saldo da balança comercial do Rio Grande do Norte, no primeiro semestre deste ano.

Em 2006, o estado exportou US$ 181 milhões, um crescimento de 6,6% com relação ao ano anterior. As importações cresceram, no mesmo período, bem mais: 8,8%. Foram importados US$ 62 milhões.

O destaque na exportação ficou por conta da castanha-de-caju. Vendas do produto no mercado externo atingiram 31,4% a mais que no mesmo período de 2005.

CAMARÃO - A queda na exportação do produto continua em toda a Região Nordeste, com exceção do Ceará, que obteve aumento de 14%.

No primeiro semestre do ano, a redução no RN foi de 33,2%, enquanto no Nordeste 8,5%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O estado potiguar representa 37,5% do camarão exportado no Nordeste, enquanto o Ceará, 47,8%.

Segundo o Gerente de Operações e Suporte Estratégico da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Luiz Gonzaga, justificou a queda citando o problema cambial, o fato de outros países estarem investindo nessa cultura.

Quanto ao fato das exportações potiguares terem sido menores que as cearenses, ele mencionou a preferência dos produtores pelos portos do estado vizinho. "Parte do nosso produto sai pelo Ceará", afirmou.

FRUTICULTURA - A castanha de caju, a banana e o mamão tiveram altas. Enquanto o melão, a melancia e a manga tiveram decréscimo, de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

"A redução das exportações do melão se justificam pela redução de safra, menor oferta do produto, a variação cambial e a concorrência com outros países. No caso da melancia e manga, a concorrência com outros estados produtores/exportadores dificultaram as vendas no exterior", avaliou.

CARNAÚBA - A cera da carnaúba teve um decréscimo de 86%, no comparativo. Luiz Gonzaga explicou que a queda tem relação com o produto que está fora de safra. "Em 2004/2005, as exportações foram muito favoráveis. Os compradores estavam pagando melhor também", acrescentou.

A reportagem contatou a Ortal, indústria produtora de cera da carnaúba na cidade, porém o telefone da empresa encontrava-se conectado ao fax.

CASTANHA DE CAJU - O Ceará representa 73% das exportações de castanha de caju, comparando com o Brasil. Mesmo com uma queda de 3,9%, em relação ao primeiro semestre do ano passado.

O Rio Grande do Norte detém 23,5% das vendas externas. O Piauí fica com o restante, 3,5%. No Brasil, apenas esses três estados produzem e exportam o produto.

A exportação de castanha, no Brasil, teve um crescimento de apenas 0,4%.

 

 

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