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Os elevados índices de criminalidade

Os índices de criminalidade em nosso meio seguem na liderança do ranking das mortes.  E o fato dos cidadãos continuarem portando armas é um dos fatores que mais preocupa, pois afinal de contas, se esses índices estão assim, tão alarmantes, eles derivam do fato de que a população, apesar das campanhas de desarmamento, segue armada até os dentes.

Nem com a vigência do propalado Estatuto do Desarmamento ainda se conseguiu desarmar a sociedade de modo geral. Não se conhece qualquer iniciativa que tenha sido adotada para a limpeza do mercado ilegal de armas e que ao mesmo tempo assegure a defesa do cidadão. Isso então também contribui de forma sobremaneira importante para que esses índices de criminalidade sigam liderando.

O governo desarmou a sociedade ao prever graves sanções às pessoas que sejam flagradas portando armas e ao estabelecer um rosário de exigências para os que venham a necessitar desse instrumento de defesa. Até aí tudo bem porque as sociedades civilizadas dispensam esse hábito tribal.

Aos governos compete uma ação eficaz e preventiva em defesa dos cidadãos e das suas famílias. A utilização de armas só tem significado para aqueles indivíduos que foram forjados num ambiente de violência. Não resta dúvidas de que se essa tarefa não for encarada com a dimensão que a lei (o Estatuto do Desarmamento) impôs o documento está fadado ao lixo da história ou ao seu mais total esquecimento. E o mais grave é a gente saber que existem no nosso meio social aqueles que se comportam em contrário à vigência efetiva desse estatuto e que também tudo farão para que esse não se transforme num instrumento eficaz de construção da paz.

O marginal, a quem a gente sabe que não deve ser creditada uma consciência do que representa e a dimensão desse Estatuto, pois com essa Lei, com ou sem a vigência dela, ele, o marginal continuará a portar armas e delinqüir.

À Polícia cabe um papel de fundamental importância nesse contexto desse desarmamento, agora sempre se levando em conta que o rigor não é violência, cumprir a lei não é demonstração de força. Esta é uma iniciativa que se pretende também que seja educativa.

Esse clima de falta de entusiasmo com a vigência do Estatuto do Desarmamento é desencorajador e, portanto, inaceitável.

 

 

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