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Bruno Barreto Da Redação
Eles não são conhecidos do grande
público, não contam com grandes estruturas econômicas,
a maior parte deles nunca ocupou cargos eletivos. Eles
são os candidatos dos partidos considerados nanicos.
Sempre que se inicia o horário eleitoral
gratuito os eleitores costumam ficar se perguntando
sobre o que leva esses candidatos a "disputarem
uma eleição sem ter chances de ganhar".
O jornal O Mossoroense antecipa a
disputa eleitoral e apresenta ao leitor o que motivou
a quatro dos cinco candidatos alternativos a disputarem
as eleições 2006 para o governo do Estado. São eles:
Geraldo Forte (PSL), José Bezerra (PCB), Marcônio Cruz
(PSDC) e Sandro Pimentel (PSOL). Todos ele pretendem,
com fórmulas diferentes, repetir ou superar o desempenho
de Miguel Mossoró (PTC) nas eleições para prefeito de
Natal em 2004.
O advogado Geraldo Forte disse que
decidiu ser candidato ao governo do Estado por achar
que falta visão aos administradores públicos: "Fui
educado para pensar nos outros e vejo que o administrador
precisa ter visão de águia. No Rio Grande do Norte existe
uma deficiência real na área de educação, queremos uma
universidade em cada cidade do Estado. O nosso partido
tem o objetivo de ver cada unidade da Federação inserida
no mundo globalizado", frisou.
Integrante do PSOL da candidata à
Presidência Heloisa Helena, o ex-petista Sandro Pimentel
afirmou que se motivou a entrar na disputa por querer
se tornar uma alternativa para o povo do Rio Grande
do Norte. "O que me levou a esse desafio de fazer
frente a essas grandes estruturas foi o de me tornar
uma alternativa de esquerda as oligarquias, todas elas
metidas em esquemas de corrupção. O povo do Rio Grande
do Norte tem o direito de usufruir de uma dessas opções.
O partido pode até ser considerado pequeno no ponto
de vista econômico porque não aceitamos financiamento
de campanhas, mas é grande no tocante as idéias",
frisou.
Candidato nas duas últimas eleições
para governador, Marcônio Cruz disse que não pretendia
se candidatar mais, no entanto os escândalos de corrupção
e o sentimento de que está preparado para administrar
o Estado falaram mais alto. "A vida pública é muito
desgastante e por isso não pretendia entrar em uma nova
disputa, mas vendo toda essa corrupção e conhecendo
o nosso sistema político decidi me candidatar porque
estou preparado para governar o Estado. Vou tirar proveito
dos eleitores insatisfeitos com Garibaldi por causa
da aliança dele com José Agripino e dos de Wilma devido
a aproximação dela como Lula, vou enfrentar a bipolarização
deles para moralizar o Rio Grande do Norte", acrescentou.
Primeiro prefeito eleito pelo PT,
José Bezerra, atualmente no PCB, afirmou que sua candidatura
tem o objetivo de fortalecer o partido e se tornar uma
alternativa para o eleitor nessas eleições: "A
princípio pretendíamos nos coligar com o PSOL e o PSTU,
mas decidimos lançar a minha candidatura. Somos pequenos
na estrutura, não em projeto, fui prefeito de Janduís
e fiz uma administração popular. Queremos denunciar
o processo eleitoral, nos colocar como uma alternativa",
concluiu.
Procurado pela nossa reportagem, o
sargento Humberto, por meio do presidente estadual do
PTC, Miguel Mossoró, informou que não pode dar entrevistas
por ser militar da ativa e ainda não ter autorização
do comando do Exército para falar como candidato.
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