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Ausência
de médico no Tarcísio Maia sobrecarrega
UPA
Sérgio
Oliveira Da Redação
A falta
de um clínico geral no Hospital Regional
Tarcísio Maia (HRTM), órgão de responsabilidade
do governo estadual, tem causado sérios
problemas para a Unidade de Pronto Atendimento
(UPA), este da prefeitura de Mossoró. "Isso
vem ocorrendo sempre as quartas-feiras e
hoje (ontem) eles ligaram pela manhã dizendo
que não mandássemos ninguém para o Tarcísio
Maia", explicou preocupado Luiz Cândido,
"Júnior", administrador do UPA.
Ontem,
devido a grande procura, faltou leito no
UPA que foi montado para atender uma demanda
de 250 pacientes e este número foi ultrapassado.
Como não podia deixar de atender, pacientes
tiveram que tomar soro deitados em macas,
pois todos os leitos estavam ocupados.
A preocupação
da direção da unidade hospitalar do município
aumenta com a demanda de pessoas vindas
de outras cidades. De acordo com dados colhidos
pela reportagem de O Mossoroense, ontem
haviam sido atendidos pacientes de Areai
Branca, Governador Dix-sept Rosado, Grossos
entre outros. "Temos um pediatra e
um clínico geral de plantão 24 horas, mas
com esse problema no Tarcísio Maia, somos
obrigados a convocar outros profissionais
nas quartas-feiras para atender a demanda",
concluiu Júnior.
Diretor
do HRTM sabe do problema e explica o
que mudou
Adiantando
que hoje não pode tomar qualquer decisão,
estando ainda no aguardo de uma definição
sobre o cargo, o diretor do Hospital Regional
Tarcísio Maia (HRTM), médico Walter Pinto,
reconhece o problema com a ausência de um
clínico geral.
Ele confirmou
inclusive que durante dois anos e três meses
de sua administração sempre teve problemas
neste tipo de atendimento.
Na opinião
do diretor, o que acontece hoje com a superlotação
da Unidade Pronto Atendimento (UPA) do São
Manoel é o que se verificava antes no Tarcísio
Maia. "Não se trata de crítica, mas
a questão é que a população antes buscava
o Tarcísio Maia que é um hospital de urgência
e emergências para consultas clínicas e
pediátricas de rotina, trabalho que deve
ser feito nas unidades de base. Se o caso
for grave, como já é feito, eles mandam
para o Tarcísio Maia", explica Walter
Pinto. Antes este tipo de atendimento no
HRTM oscilava entre 700 a 750 atendimentos
e com a unidade do São Manoel encontra-se
estabilizado em 500 registros diários.
Quanto
a ausência de clínicos, ele adianta que
o problema acontece com os plantonistas
extras e não com os profissionais do quadro.
O caso
se agravou a partir do momento em que alguns
médicos foram contemplados com pedidos de
transferências, deixando o plantão desse
hospital. "Junte-se a tudo isso a indefinição
da direção que, se eu fosse efetivado teria
a solução, mas por enquanto não posso fazer
nada.
Qualquer
decisão que eu tome, pode não ser a idéia
da secretaria ou de um possível novo diretor",
esclarece Walter Pinto.
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