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Resultados positivos no programa sus

Representantes de organismos internacionais de saúde elogiam o modelo brasileiro, o Sistema Unificado de Saúde (SUS). Referem-se a ele como o único, no mundo inteiro, elaborado pela sociedade em discussões com representantes do governo. O SUS deveria ser melhor divulgado e aproveitado até por países do primeiro mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 30 milhões de americanos não têm acesso aos serviços de saúde, tendo que arcar com despesas elevadas, muitas vezes precisando vender o patrimônio acumulado ao longo dos anos.

No início, para mostrar a importância do SUS, seus defensores diziam que ele era irreversível. Hoje, pode-se afirmar que ele está consolidado. Saúde pública precisa de muitos investimentos e nunca atende totalmente a expectativa de quem dele necessita. Mesmo assim, é possível fazer desde cirurgias cardíacas até aquelas de controle da obesidade mórbida. Os exames vão dos mais simples aos mais sofisticados. A carteira de identificação que começa a ser distribuída permite que o paciente seja atendido em qualquer parte do país. Clínicas ou profissionais que antes não aceitavam atender pelo SUS, hoje lutam para conseguir esse credenciamento.

As filas de cirurgia diminuíram e é possível fazer o tratamento de hemodiálise em residência. As vacinas são produzidas em larga escala e os medicamentos genéricos ajudaram a diminuir o custo dos remédios. Mesmo assim, nem tudo são flores. Doenças crônicas, como a Leishmaniose, tuberculose e hanseníase voltaram a importunar os brasileiros. As filas de transplante continuam muito grandes, dificultando a vida de quem não possui planos de saúde. Os recursos liberados pelo governo estão longe de atender à real necessidade.

O Brasil é um país que tem parte de sua população usufruindo níveis de primeiro mundo e outra com dificuldades que se aproximam dos países africanos. O SUS ajuda a diminuir essa diferença no campo da saúde. O Programa de Saúde da Família (PSF) ajuda na interiorização da assistência médica e, esse resultado obtido nos últimos dez anos, deverá continuar merecendo atenção do novo governo, que tem tudo para ampliar suas metas.

 

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Mossoró-RN, sexta-feira, 24 de janeiro de 2003