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O último folião
As ruas de cinzas desertas anunciam: é hora de recomeçar.
O sonho do último folião vem descendo ladeira abaixo, ressacado, embriagado de alegria e encharcado de saudade.
As muitas fantasias, agora abandonadas pelos cantos da casa, se perguntam pelos piratas e palhaços que se perderam ou se acharam em meio à multidão.
Um silêncio reina quase que sepulcral sob as ruas cinzentas e saudosas, mas, acredite, ainda há quem queira um pouco mais de folia.
A moça adormecida sob o peito do último folião não lhe parece estranha, tem ele a impressão de que a viu ontem, antes de dormir, mesmo sem saber ao certo o seu nome.
Mas, afinal, isto não importa. Hoje, sob as cinzas do seu riso ela é apenas mais um anjo fantasiado de mulher.
Descem as ilusões e as alegrias de outro grande carnaval sob as ruas empoeiradas e a ressaca na alma ainda pede passagem para um último bloco passar.
E o último folião o segue, abandona o leito da criatura adormecida e vai, feliz da vida, pois um folião de verdade sempre recomeça a sonhar na Quarta-feira de Cinzas.
Hoje, a partir das 19 horas, a Petrobras presenteará o público mossoroense com um dos mais belos shows da música popular brasileira da atualidade. O músico maranhense Zeca Baleiro se apresenta na Estação das Artes Elizeu Ventania.
A apresentação contará ainda com a presença de artistas mossoroenses como o poeta Antônio Francisco, o Grupo Vina e Genildo Costa, entre outros bons nomes de nossa arte. O evento faz parte das comemorações dos 25 anos da Petrobras em Mossoró.
Amanhã, às 9h, o professor Vingt-un Rosado será homenageado na sede da Petrobras, aqui em Mossoró. Na ocasião estarão presentes o diretor nacional de exploração e produção, Guilherme Estrela, e outros importantes representantes da instituição.
Para quem não adquiriu o CD “Cores e Caminhos” de Genildo Costa em sua primeira tiragem, o mesmo pede para informar que acaba de receber uma nova fornada da obra e os interessados podem procurá-lo pelo telefone (0**84) 318 3082, um trabalho excelente do poeta.
O Espaço Cultural Chap-Chap está de volta à sua normalidade. Funcionando de terça a sábado, a partir das 16h. Depois do natal, reveillon, carnaval – quando Mossoró vira deserto – finalmente as coisas vão voltando ao seu curso normal.
O Chap-Chap merece o nosso incentivo pelo apoio que tem dado à cultura mossoroense em vários setores. Lançamentos de livros, exposições de artes plásticas, cantorias, todos têm sua vez na casa de Rogério Dias, dona Célia e companhia.
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Mossoró-RN, de 2003