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Zeca Baleiro á atração de hoje na Estação das Artes

Hoje, à noite, na Estação das Artes Elizeu Ventania, serão comemorados os 25 anos de exploração da Petrobras em solo norte-rio-grandense. O evento, que é aberto ao público e tem entrada franca, contará com dois palcos, um deles para a apresentação de mais de quarenta artistas da terra e outro que terá como atração principal o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro.

Dentre os artistas locais estarão os cantores Genildo Costa, Alzinete e Nataly, os atores Marcos Leonardo e Tony Silva, o cordelista Antônio Francisco, o grupo Vina, os embolares de coco Cronciz e Ribamar, Clézia Barreto, que fará a performance do seu grupo de dança, entre outros.

Finalizando a festa, Zeca Baleiro se apresenta trazendo em seu repertório grandes sucessos dos seus quatro CDs gravados, entre eles, A Flor da Pele (inspirada em Vapor Barato), Vô Imbolá, Mamãe Oxum, Pagode Russo (sucesso de Luiz Gonzaga), Disritmia (sucesso de Martinho da Vila), Bandeira (sucesso da novela global "Por Amor"), Heavy Metal do Senhor e muitos outros.

As comemorações começam às 16h com uma missa em Ação de Graças na Catedral de Santa Luzia e seguem à Estação das Artes, a partir das 19h.

QUEM É ZECA BALEIRO...

Quando nasce um menino no Maranhão, o nome mais batizado é José de Ribamar, devido ao São José de Ribamar, a quem os maranhenses pagam promessas. Zeca não saiu ileso e é mais um José Ribamar. Já Baleiro é um apelido que veio da sua compulsividade por comer balas e guloseimas. Ele chegou a abrir uma loja de doces em São Luís, mas não tinha jeito, o negócio dele era música. Em 1991, mudou-se para São Paulo, onde chegou a dividir uma casa com o amigo e parceiro Chico César.

Foram quase 12 anos até chegar ao primeiro disco. Teve seu ingresso efetivo no mercado fonográfico quando gravou o Acústico MTV com Gal Costa, em 1997.

No mesmo momento, Zeca lançou seu primeiro CD, Por Onde Andará Stephen Fry?. A música que dá nome ao CD foi inspirada em uma notícia de jornal, em que o ator inglês Stephen Fry havia sumido depois de ter lido uma crítica sobre o seu trabalho. Depois de um tempo, Fry teve acesso à música e os dois se conheceram.

Em 1999, Zeca lançou o segundo CD, Vô Imbolá e apenas um ano depois, o terceiro, Líricas. Com este último, Zeca veio cheio de mudanças. As músicas estão mais para baladas românticas e ainda para o lançamento do CD, reduziu sua banda, saíram os percussionistas e os violões tomaram conta do show. Causando, de início, estranhamento nos admiradores que o acompanhavam desde o primeiro trabalho.

O trabalho de Zeca é marcado por sua voz anasalada, suas letras, mistura rítmica, e diversas influências que vão da cultura popular ao rock. Ele gosta da liberdade da mistura e evita rótulos. É um artista versátil, percebido nos seus discos e nos diversos projetos em que se envolve.

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