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Cosern
considera reajuste de tarifa insuficiente
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Na
semana passada, a Companhia Energética do
Rio Grande do Norte (COSERN) foi autorizada
pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(ANEEEL) a reajustar em 11,49% o valor da
tarifa de energia.
O índice
ficou abaixo dos 12,06% anunciado anteriormente
pela agência reguladora. O aumento atinge
cerca de 750 mil consumidores em todo o
Estado. O reajuste concedido foi o menor
dentre todas as distribuidoras de energia
do país.
Segundo
o presidente da Cosern, Pedro Nebreda Perez,
o percentual de reajuste dado é insuficiente
para cobrir os custos que a companhia tem
com distribuição de energia.
Apenas
35% do valor da tarifa de energia paga pelos
consumidores são gerenciados pela Cosern.
Cerca de 65% são referentes a encargos,
tributos e outros fatores não gerenciáveis,
que são os verdadeiros responsáveis pelos
últimos aumentos.
CUSTOS
– Nebreda disse que o reajuste da Aneel
não reflete os custos operacionais que a
companhia tem para manter o serviço de distribuição
de energia dentro de níveis adequados.
“Esperávamos
que o reajuste atendesse a necessidade da
distribuidora”, enfatizou o presidente da
Cosern, adiantando que o percentual concedido
põe em risco a qualidade do serviço prestado.
Nebreda
revelou ainda que durante o processo de
revisão periódica houve a oportunidade de
manifestar à Aneel as despesas que não tinham
sido consideradas no cálculo para definição
do percentual tarifário da distribuidora.
Só que
muitos aspectos referentes às diferentes
despesas da distribuidora que deveriam ter
sido levados em conta não foram considerados.
“Nossas colocações não foram atendidas”,
disse.
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